lunedì, dicembre 31, 2007

Resoluções para 2008

Começar o ano no dia dois; me vestir melhor; assistir mais tevê; começar a fumar; obter uma vitrola; vestir uma roupa colorida e combater o crime; jogar escopa uma vez por mês, sempre num dia marcado por um número primo; chorar menos e chover mais; reduzir a temperatura média da terra em cinco graus centígrados; apreciar melhor o sabor dos sorvetes; lembrar de como se esquece; adquirir conhecimentos constrangedores sobre remédios; ter mais casos passageiros; não aprender francês; juro que nunca mais passarei fome outra vez; não sentir vontade de morrer; comer aspargos.

giovedì, dicembre 27, 2007

Eu olhei assim e disse, eu tenho tanta gente no mundo e fico aqui sozinha...

mercoledì, dicembre 19, 2007

Ontem, atrás do cemitério da Consolação, eu cantei

Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora
A minha casa fica lá de traz do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa quando começa a pensar


Antes mesmo de me lembrar que essa música existia.

lunedì, dicembre 17, 2007

É como quando, todos os dias, você acorda meio Gregor Samsa, meio Assis Chateaubriand, e os seus olhos te contam liquidamente que não estão dispostos a ver ninguém que se pareça minimamente com um espelho. Então você sai na rua em busca de más idéias para pô-las em prática, até que o álcool e os objetos cortantes cumpram o seu papel; mas mesmo as baratas têm o instinto do sexo, além da gulodice, e tudo o que você quer é comer aquele torrão de açúcar no meio do capim seco que é essa cidade.

sabato, dicembre 15, 2007

Currículo

Já passei uma semana me virando com uma panela elétrica, uma geladeirinha de praia e muito pouco dinheiro para comer coisas gostosas e saudáveis.

Fiz faxinões inacreditáveis.

Reorganizei toda a contabilidade de um filme.

Produzi filmes e eventos.

Escrevi cinco zilhões de projetos para leis e editais.

Organizei festas cheias de gente que se divertiram pra caralho.

Coordenei a caminhada de uma multidão de gente louca, e ainda fiz as médias com a polícia.

Trabalhei com crianças e adolescentes, muitas vezes coordenando o grupo, por toda a cidade.

Perdi um celular no começo do ano, outro me foi roubado.

Conclusão de mamãe: sou completamente irresponsável, desatento, incapaz de me organizar e de viver minha vida.

giovedì, dicembre 13, 2007

Juro que se desse pra morrer por uns tempos e depois voltar eu marcava meu enterro pra amanhã mesmo.

mercoledì, dicembre 12, 2007

Everything you do is a baloon

- ...POP!



"pinktronix diz:
tinha uma lenda urbana, nos anos 80
pinktronix diz:
do menino que gostava de fingir que estava morto
pinktronix diz:
e daí um dia ele errou o comprimento da corda e morreu mesmo"

However, there is some definitive proof that his mind wasn't right prior to his decision to off himself -- no one in their right mind would put Boards of Canada's "Everything You Do Is a Balloon" anywhere but last on a mix tape.

domenica, dicembre 09, 2007

lunedì, dicembre 03, 2007

Torcendo o pepino

"Foi fundamental fazer Lucas compreender que participando das atividades todos iriam conhecê-lo melhor e só assim poderiam gostar dele. Como de fato, pouco a pouco, algumas crianças foram se aproximando e até mesmo incentivando-o. Como no dia em que pela primeira vez, depois de resistir bastante, Lucas resolveu jogar capoeira e Daniela Zílio fez a observação:
'- Olha, pessoal, hoje o Lucas jogou capoeira! Vamos bater palmas para ele!'"

"Suas atividades são bem elaboradas, no entanto, em função da dificultdade apresentada quanto a sua organização, Lucas nem sempre demonstra satisfação em relação ao seu produto final; diz que não ficou bom ou que não conseguiu fazer o que queria. Por exemplo: em uma atividade onde ele deveria desenhar o animal que ele mais havia gostado do passeio, ele fez um porco espinho e escreveu: 'Eu queria desenhar uma hiena, mas eu não consigo.'"

"Adora estar abraçando e apertando seus amiguinhos, às vezes, acaba mordendo-os."

"O Lucas tem uma brincadeira que só divide com o Bruno. É um jogo de faz-de-conta, onde são heróis, lutadores, seres espaciais, animais, etc. O exercício do jogo é muito rico, mas tenho tenho procurado fazer com que socializem este jogo secreto, propondo situações onde atuem junto com outras crianças, entrando nas brincadeiras como participante, mas ainda assim, ficam bastante fechados, apesar de já até admitirem a participação de outras crianças no jogo deles."

"É interessante que seus desenhos, normalmente, tem um enredo, demonstrando uma capacidade intelectual bastante elaborada, ou seja, pensa para desenhar. Tenho interferido no sentido de que 'limpe' o desenho, destaque os elementos contidos nele, pois muitas vezes o enredo que elabora é muito rico e difícil de representar tantos elementos no papel."

"Se as crianças estão em atividades vai entrando e se integrando ao grupo, mesmo que seja empurrando e tirando brinquedos dos seus amigos, fazendo-os chorar"

"Apesar de apresentar um pouco de dificuldade no manuseio da tesoura, Lucas demonstrou muito interesse e entusiasmo."

"Na hora da saída sempre fica ansioso à espera da mamãe. Vai logo querendo a sacola e quer sair com qualquer mãe que entrar primeiro que a sua. Quando ela chega, às vezes não quer ir embora, empacado querendo ver o micro[ônibus]."

"Gosta muito da Natália Souza que não dá muita bola para ele e fica irritada quando este tenta abraçá-la."


"Fica horas montando e desmontando, fazendo trens, casas, ou mesmo construções incríveis! Se alguma das crianças desmancha seu trabalho é briga na certa e vale tudo, puxa cabelo, morde, bate, se tornando muito agressivo e precisa da intervenção de um adulto, porém, logo após uma conversa e beijinhos e tudo mais aí comenta: - 'não pode bater, né?'"

"Os passeios são sempre curtidos pelo Lucas que vai todo feliz, observando tudo. Só falar em micro[ônibus] e ele já fica todo animado."

"Nos jogos de encaixe, permanece por longo tempo, construindo e desmontando suas construções."

"Na roda participa com entusiasmo e mesmo quando não tem algo para mostrar improvisa. Houve situações em que a sua cueca virou novidade. Como é criativo!"

"Apesar de estar semper apertando ou mordendo uma criança, é carinhoso e também gosta de abraçar e beijar as pessoas. É uma criança engraçada que tem muitas tiradinhas na hora certa. Uma de suas últimas: - 'Não quero papo com você hoje.'"

sabato, dicembre 01, 2007

A solução de todos os problemas está em '90



Freedom, I won't let you down Freedom, I will not give you up Freedom, Gotta have some faith in the sound You've gotta give for what you take It's the one good thing that I've got Freedom, I won't let you down Freedom, So please don't give me up Freedom, cause I would really, really love You've gotta give for what you take to stick around, oh yeah

giovedì, novembre 29, 2007

paulalá diz:
lucas, obrigada por vc entender as coisas q eu digo, mesmo sem fazer mt sentido vc entende
paulalá diz:
paulalá diz:
eu acho que a vida real é que nem a gente
paulalá diz:
paulalá diz:
não sei pq a gente não é a vida real
Veja Lerda e Lenta, a tartaruga de duas cabeças diz:
haha, como eu não ia entender isso, foi a coisa mais sensata do mundo!

domenica, novembre 25, 2007

It's both painfull and harmless, just like waking up.

venerdì, novembre 23, 2007

"Te Estoy Mirando"

Es que no te das cuenta
que te estoy mirando
que no puedo aguantar
la lluvia de tu llanto
Es que te estás perdiendo
la magia de este canto
sutiles armonías
que rompen los agravios
Yo que sufro tanto
que no tengo solución
y no creo en los milagros
Yo te estoy mirando
con la misma pasión
de todos estos años
Si yo te sufro pero también te gozo
Si yo te tengo pero luego te pierdo
Como tener una filososfia
Si el desierto es como el mar
Yo te sufro tanto... (coro)
Pero también te gozo, mamá
Yo te estoy mirando
Por el ojo de la aguja
Yo te estoy cachando
Cuando amanece, cuando anochece, sala
Yo te estoy mirando
Con la misma pasión de todos estos años
(se mantiene el coro: te estoy mirando...)
(hablando y riendo)
Llévame suave porque sino a donde voy a parar
No, si me pides el pescao. Ay Dios mio.
Entonces tu crees que yo pueda
jugar un poquito y luego...
Pero acaba ya chica que no soy de piedra

Autor de la letra y la música: Aris Garit

(obs: copiei de um papel impresso por uma pessoa que digita mal, não verifiquei se estava certo, não está, ortograficamente, isso eu sei.)

giovedì, novembre 22, 2007

Parece que tenho guardado meus dedos na geladeira; minhas mãos estão terrivelmente frias. Quando tento coçar minhas costas, tenho calafrios e não consigo. Tenho medo de tocar as pessoas, de acariciá-las e, ao invés de receber olhares ternos, ser repelido por tremores.
Minhas mãos agora são frias e eu serei aquele que usa luvas no verão.

domenica, novembre 18, 2007

Tenho andado às margens desse rio, apenas vendo Tygres morrerem.

venerdì, novembre 16, 2007

De todo lugar que eu entro, já quero logo sair. Qualquer forma de permanência me é absolutamente insuportável, nesse momento. Porque sou muito pequeno para caber nesse mundo, e muito grande para poder abraçar o céu.

martedì, novembre 13, 2007

O meu computador não funciona.
O meu computador não funciona.
Não funciona.
Eu tentei tudo.
Eu tentei tudo.
Não funciona, não funciona, não funciona.
Não!, não, nãããão!

martedì, novembre 06, 2007

Hog is where the heart is

Era uma vez três irmãos porquinhos que precisavam de corações para que seu sangue circulasse e suas bochechas corassem e eles pudessem sorrir.

O primeiro gostava muito das coisas cristalinas e transparentes. Ele queria um coração que filtrasse a luz como um prisma, que mostrasse força e leveza, que fosse sólido e puro e inatingível. Então ele fundiu a areia da praia, preencheu um molde e o lapidou, até que fez um coração de vidro, límpido e reluzente. Como era duro e pontiagudo, conseguiu enfiá-lo no seu peito como um punhal, e lá ele ficou.

Um dia o Lobo Mau veio do mato. Com seus olhos de lobo, ele viu a cicatriz no peito do porquinho e percebeu o que tinha ali. Disse "Dê-me esse coração, porquinho!". Mas o animalzinho era rígido e puro, bateu o pé e disse firmemente que não. Enfurecido, o Lobo alertou "Eu vou cantar e cantar e cantar e seu coração eu vou estilhaçar!". O porquinho riu-se dessa estranha ameaça, mas o Lobo, certo de si, sentou-se defronte a ele e começou a uivar, um uivo perfeito de soprano, umas notas tão agudas, um som tão intenso, que o coração de vidro do pobre porquinho se agitou tanto dentro daquelas entranhas, se bateu contra isso e contra aquilo e contra si mesmo e se partiu em mil pedacinhos, que voaram pelas veias e artérias e deixaram o porquinho morto, todo esburacado, sangrando ali no chão.

Para o segundo porquinho, nada era melhor do que as coisas flexíveis e macias. Procurou, para fazer seu coração, algo que pudesse se esticar e torcer e no fim voltasse sempre pra mesma forma, um coração espertinho que pudesse resistir a todas as brincadeiras. Rasgou a carne de uma árvore, colheu-lhe o sangue e moldou-se um diminuto coração de borracha. Como era muito mole e flexível, o coração pôde ser engolido pelo porquinho, que enfiou-o goela abaixo e ajeitou sua posição com exercícios de diafragma.

Depois de deixar o primeiro porquinho, o Lobo Mau sentiu-se solitário. Com o seu nariz de lobo, ele farejou a borracha e encontrou o irmão de sua vítima. Era muito esperto e sabia de onde vinha o cheiro; disse "Dê-me esse coração, porquinho". Mas esse segundo porquinho era malicioso e sabido, e fingiu que fosse dar sim, contando uma mentira aqui e outra ali, fazendo o Lobo esperar por horas a fio, sem nunca entregar seu coração. Finalmente, o Lobo Mau se cansou do jogo e gritou "Eu vou dançar e dançar e dançar e o seu coração eu vou arrancar". O porquinho ficou parado pasmo, sem entender nada.

Agilmente, o Lobo começou a dançar ao seu redor. Fazia piruetas, dava saltos, dançava balé e polca e samba, agitava todo o seu corpo de maneira que os olhos do porquinho tinham que rodopiar e rodopiar para acompanhá-lo. O coraçaozinho de borracha tentava seguir o movimento dos olhos, e foi se torcendo até virar um nó bem espremido. De súbito, o Lobo parou! Nisso, o nó se desfez com tanta força que aquela borracha torcida virou uma catapulta no interior do peito do porquinho, forçou-lhe todas as tripas para fora, pela boca. Caiu o segundo irmão morto, sobre uma poça de vômito e intestinos.

O irmão mais velho era o mais corajoso e forte dos três. Preferia um coração que fosse como ele, poderoso, radiante, temível e protetor ao mesmo tempo. Esfregou suas patas contra o peito, muito rápido, muitas vezes, com muita força. Primeiro só as dianteiras, depois, como não bastasse, usou também as traseiras, torceu-se inteiro, passou uma semana rolando pelo chão, até que todo aquele calor fez queimar em seu peito um coração perfeito, todo feito de fogo.

Lá longe, o Lobo Mau estava enfadado. Com seus ouvidos de lobo, ele ouviu o crepitar do coração do terceiro porquinho. Pôs suas pernas de lobo para correr rapidamente naquela direção, seu nariz de lobo para farejar a fumaça, sua boca de lobo salivava e salivava de apetite por aquele coração, até que seus olhos de lobo o avistaram. Era lindo, não havia nada no mundo que um Lobo Mau pudesse querer mais que o coração flamejante daquele porquinho. "Dê-me seu coração!", ele gritou, mas o porquinho apenas sorriu e disse "Você não merece." "Dê-me seu coração!", ele insistiu muitas vezes, mas não adiantava. O Lobo prostrou-se e parou para pensar um pouco. Finalmente, recuperou a confiança de sempre, ergueu-se sobre duas patas, ficou o mais alto que podia, e declarou, resoluto: "Eu vou te olhar e te olhar e te olhar, e teu coração eu irei conquistar". E fez apenas isso.

Era um olhar profundo que o porquinho não podia desviar; algo tão forte, tão desejoso, que ele precisava ficar ali, que ele precisava entregar seu coração. Mas não podia, imagine, sem seu coração ele morreria. Foi ai que o plano do Lobo começou a funcionar; aquele olhar era mais quente do que as patas do porquinho; mais do que rolar pelo chão por uma semana inteira; até do que a luz do sol. Era tanto que o fogo começou a crescer. O porquinho mais velho gritava de dor enquanto era consumido por seu próprio coração gigante de fogo.

Vitorioso, o Lobo esperava que agora bastaria parar de fitar e o fogo não mais cresceria. Mas, da mesma maneira que seus olhos eram hipnóticos, também o era a chama. Ele não poderia separar-se dela, nem deixar de alimentá-la, e o coração flamejante foi virando uma pequena estrela ali no meio da floresta. Queimou o Lobo, cremou os corpos mortos dos porquinhos e espalhou suas cinzas pelos ventos; consumiu as árvores, os animais e a grama; evaporou os rios e matou todos os peixes, e só parou de crescer quando não havia mais nada que pudesse incendiar. Finalmente, no meio do deserto chamuscado, a chama foi minguando, minguando, até que daquele imenso coração só restou uma brasinha. Que, delicadamente, pousou sobre o chão e depois de um, dois, três, três segundos e meio, se apagou.

mercoledì, ottobre 24, 2007

Revelando o grande segredo maior desse ser humano que vos escreve

"Talvez se eu escrever só um trecho, um trecho que não seja compreensível por si só, mas talvez valha por si só, exatamente por ser um trecho, que poderia estar em tantos pensamentos, do pensamento mal pensado que penso agora, enquanto penso que talvez eu não sobreviva até o dia de amanhã, ou talvez sobreviva, mas morra de vez de dentro de mim o ser-quem-sou, ou seja, não, ninguém desconfie de nada e talvez alguém até ache que eu sirva para alguma coisa"

...Tanto assim quanto qualquer um por aí tem, e o sol continua a nascer, por mais que acreditemos que, por favor, amanhã não.

martedì, ottobre 23, 2007

Se é como o suco, para o qual precisamos espremer a fruta, quando sai sem espremer quer dizer que estamos podres?

mercoledì, ottobre 17, 2007

Primeira lição do dia

Confidence is the key, perseverança é o que pega.

A propósito, eu vou passar em todas as matérias que estou matriculado e com isso me formar. Vou mesmo. Believe me.

lunedì, ottobre 15, 2007

The Genius of Schulz

"Às vezes fico pensanado... Por que você decidiu ser um cacto, se poderia ser uma laranjeira? Ah, tudo bem... Entendo que não queira discutir isso."

venerdì, ottobre 05, 2007

Oh! And all that could have been...

Meu tempo verbal favorito é o futuro do pretérito do indicativo. Sei que por um lado é meio triste, mas por outro, note quão brilho-nos-olhos é ter seu tempo verbal favorito...

giovedì, settembre 27, 2007

Mais temas

1 - Entre esperar por pessoas, por eventos, e pela passagem do tempo, sempre preferi esperar pelo tempo. Ele é o único que sempre vem na hora marcada. E no dia que não vier?

2 - Sempre escolho as coisas certas, mas as coisas certas nunca escolhem à mim.

3 - Acredito demais nas pessoas e desconfio de todo mundo. Na verdade, desconfio o tempo todo de minha ingenuidade. Não acredito em mim mesmo, mas que existo, existo.

mercoledì, settembre 12, 2007

Tema para ficção sombria


O metrô de São Paulo conta com um equipamento, batizado de "saco de remoção de usuário", destinado à retirar os restos daqueles que se suicidam nos trilhos em pouco tempo, de maneira que esses corpos não interrompam o fluxo dos trens.

Isso significa que, quando alguém morre nos trilhos, a polícia não investiga a cena da morte.

Numa versão sombria da realidade (talvez um futuro apocalíptico próximo), qualquer morte no metrô é considerada automaticamente como suicídio, e a vítima é enterrada como indigente, sem qualquer inquérito.

Assassinatos em série que nunca serão investigados. Nunca...?

lunedì, settembre 03, 2007

Meu destino
(ou meus amores, minhas amoras?)
Que me levam sempre pra cidade cheia de encantos mil.

Aliás, terá bastante amores por lá esses dias
MAS QUE FARRA, HEIN?

venerdì, agosto 31, 2007

Lucas Lui: paulistano raivoso e cidadão de bem.

Eu queria pegar todos os carros dessa cidade, empilhar em Osasco, e explodir a merda toda. De preferência, colocando em baixo da pilha o homem com retardo que me fez perder um dia inteiro pra ter uma reunião de quinze minutos com um conteúdo que cabia num e-mail de duas linhas.

Obrigado pela atenção

martedì, agosto 28, 2007

The Real Man

Alguns de nós bebem para se sentirem potentes.
É por causa do meu pai, mas eu me sinto potente cada vez que não bebo, numa hora dessas. E até que são bastante horas.
Mas daí que essa potência se torna insuficiente, mínima. Ínfima.

O céu daqui de casa continua brilhando cor-de-rosa, toda noite. Eu nunca vi uma estrela, acho que elas pertencem aos contos de fadas. Mas a Lua, ah, a Lua, me esmaga com seu peso sempre que são cinco da manhã e eu estou atrasado pra terminar o meu sonho.

Não entendo perfeccionismo, sabe como é? Dedicação, também não. Ou a coisa sai, assim, na hora, como ela é, com todos os seus defeitos, ou simplesmente não existe e nunca existirá.

Me considero despreparado, ainda não feito para o mundo, imperfeito para cumprir minha função, preciso ser guardado para depois. Portanto, é só o lógico deduzir que não existo.

Tenho os sonhos de outra pessoa ali pra terminar, numa folha de papel feita de mil pedacinhos de areia quentes como o mel sobre uma torrada. Estou apaixonado por ela e me temo imperfeito para sonhar seus sonhos, e nunca começo, e, por minha culpa, ela não existe.

A televisão te perguntou se você já pensou em se matar. É uma questão complicada. Acredito que o devaneio sobre o suicídio é como aquele sobre a mega-sena: sempre passa pelas cabeças, como solução absurda para problemas sem fim. Bom, eu já me imaginei ganhando na mega-sena, isso quer dizer que eu sou triste?

Aquele prédio na Consolação te perguntou, o velho sem dentes, se você é feliz. Mais louco é quem me diz. Mais louco.

Não é quando eu bebo, é quando já chega de beber e são oito dá manhã e eu estou muito ocupado sendo miserável, que eu sou incapaz de dar um jeito nessa porra dessa minha vida. E eu sempre acabo dando um jeito na vida de alguém, assim, lixo humano. É só nessa hora que me sinto potente, um homem de verdade. Mas escurece, de novo (e escurecer aqui continua sendo uma mudança do cinza para o rosa) e a Lua me manda mais uma carta, sempre escrito que eu ainda não sou perfeito, que não existo.

O último clichê que eles me mandaram foi aquele em que a gente descobre que as pessoas que tem tudo o que a gente queria ter não são lá felizes com isso; logo depois, você se encontra reclamando de uma sina sua que seria fortuna para milhares a seu redor.

O clichê e o kitsch não são mentiras: são mito. Estamos cansados deles porque se repetem eternamente, justificando nossa realidade. São o princípio da realidade. Cada história de melodrama, cada moral do século XX, é minha realidade e sombra.

Sombra cor de rosa que se estende por toda a cidade pesando quatro fases e todos os grandes saltos para a humanidade nas minhas costas.

O homem da cidade procura conforto no campo; nenhum som que não o vento e os pássaros e algumas idéias tem na cabeça. Matarei todas as aves do mundo, por um barulho de máquinas, algumas buzinas e uma luz de neon enguiçada fazendo aquele zumbido irritante em baixo de onde eu durmo a noite inteira.

Ou talvez, uma valsa tocada na guitarra elétrica, e um sintetizador pedindo um pouco mais de poesia ao se servir os copos de uísque, olha como você está inclinando esse pulso, o que Baudelaire diria disso?

domenica, agosto 26, 2007

Eu estou aqui com um "Canibais e Cristãos", do Norman Mailer, sem capa e rasgado em dois. Na folha de rosto, apenas uma dedicatória:
FROM
ÔRJAN OLSÉN
TO
ÓRJAN OLSÉN

(e sim, é uma tradução, edição brasileira, que achei na minha estante).

Além disso, ontem eu tava andando na rua e achei familiar a música que um pedreiro, no alto de um andaime, consertando uma fachada de prédio, assobiava. Era Blowing in the Wind, muito peculiar mesmo, se parar para ver.

venerdì, agosto 24, 2007

giovedì, agosto 23, 2007

sabato, agosto 18, 2007

Lições sobre O Vazio

Segunda feira achei no chão, no meu caminho, um papelzinho desses bons pra dar recados, escrito o meu nome. Peguei, olhei do outro lado, não tinha nada.
Um bilhete em branco.
Ontem à tarde, no meio da rua, vi um pedaço de placa de carro largado, apenas com o número zero. Parecia que alguém tinha cortado precisamente aquela tirinha, reta, do meio de uma chama perfeitamente inteira.
A noite, uma desconhecida num bar me disse que sou uma pessoa iluminada, que vou sofrer muito e que gosto muito dos meus amigos - eles também gostam de mim, mas nem tanto.
Black Cat Blue, what did you do?

giovedì, agosto 16, 2007

Eu sou o umbigo do mundo

Sempre que chamam alguém, sempre que dizem alguma coisa, sempre que alguém no mundo faz algum som, me ocorre, ao menos por um segundo (às vezes pela vida inteira) que deve ser comigo. Mesmo que não seja. Mesmo que talvez seja e não devesse ser. E vice versa. Mas sempre.

lunedì, agosto 13, 2007

Yellow Monday

A inclinação da terra entre maio e setembro faz milagres pela aparência de São Paulo. E aquelas árvores sem folhas, como se aqui fosse um país de outono.
Seis colheres de sopa de arroz, quatro de feijão, quatro de carne, ou porções equivalentes a isso.
Todos os dias, um esquerdo e um direito, como pés. As vezes dois dias no mesmo degrau, para cansar menos.
Os carneiros ficam em pé, as montanhas vêm a Maomé.
Esses são os últimos dias bonitos do ano, mas em 2008 tem mais.

domenica, agosto 12, 2007

25: a fera que gritou "Eu" no coração do mundo - ou 6: o dilema do Ouriço

Eu nunca pensei que me sentiria assim por causa de uma mulher.

Você me diz as coisas em segredo. Quer cautela e discrição. Não não não, tem uma hora que a coisa arde tanto no peito que a gente precisa mesmo gritar e foda-se a vergonha e foda-se o mundo, babe. Não se chama fazer drama, quando o drama já está feito. Nada do que quis gritar antes na minha vida se comparara a isso. E, Deus, como eu grito, meu anjo, como eu grito.

Sua casa em mim começou quando eu tinha uns dezessete anos. Você me ensinou a ter carinho, a cuidar dos meus amigos. A admitir que gostar, a admitir que amizade, a admitir que amor. Agora eu preciso que você aprenda a admitir que dor, admitir que raiva, admitir que berro.

Porque o grito que você não grita, que você se recusa a soltar, que você protege sei lá de quem
já está NA MINHA garganta, e eu me sinto sufocar. Ele é um viruzinho do tamanho de uma bola de tênis, redondo com espinhos sem ponta, azul-pêssego. Tem olhos tristes e chora leite. E ele só vai sair daqui se você gritá-lo.

Tem algum tempo - MAIS do que esse um mês desde aquela briga - que eu sofro inquietude e que eu sofro solidão - (meu Deus, eu não sentia solidão fazia uns seis anos, talvez mais). E eu sofro inquietude e eu sofro solidão porque eu sofro a sua dor não declarada.

Eu:
(No, I ain't got nothing to be scared of... because I love you. I was born out of love)

O silêncio vai me matar e você fica em silêncio porque tem medo. Não é só você que tem: todas as pessoas que me machucam, talvez tirando o meu pai (feliz dia dos pais, velhinho, você me dói mas hoje já não é a sua dor que me importa) me machucam porque tem medo e fazem silêncio.

Eu estou te dizendo isso aberto, em público, porque você de novo sussurrou quando o assunto é para gritos. E o simples fato, minha querida, de que você consegue manter a calma a meu respeito desse jeito, me é tal violência. Seu estoicismo foi pior que qualquer ataque histérico, o verdadeiro olhar que mata mais que atropelamento de automóvel.

Você:
your fear is crowded and there is still no place for someone like me to fill

E você não é mais você, ok? Você é o mundo. Igual a todos os outros - você vai aprisionar sua verdadeira expressão, seus verdadeiros momentos, dentro do teu terror absoluto, o medo horrível que você, MUNDO, sente de ser descoberto.

A gente aprende de algum idiota que quando mostramos nossa verdadeira face nos pomos vulneráveis.

Nunca nunca ninguém que me feriu de verdade me feriu por saber o que eu sentia, o que eu queria e quem eu era. Jamais conseguiram usar isso contra mim. E olha que tenho botado cada centímetro de minhas entranhas para fora.

Eu decidi
Eu não vou ter mais medo
O resto do mundo
Você
Sentem um monte
Eu já sinto menos,
bem menos

E vou sentir cada vez menos e arrancar toda a minha pele e puxar as fibrinhas do meu ser e desfazer num fio bem comprido e enrolá-los em letra de mão numa parede extensa contando pra todo mundo que quiser ouvir tudo o que sou. Eu não vou guardar mais nada nada nada.
Assim vai ter espaço pra alguém (como você) preencher. Espero que, no mundo inteiro, pelo menos um ser humano tenha a mesma idéia e me venha ao encontro. E a gente mostre para todos os outros
o tempo que vocês estão perdendo.

Eu te amo.

sabato, agosto 11, 2007

Metáforas bestas sobre A Globalização

O tabuleiro do War novo que minha irmã comprou tem aproximadamente 85% da área do tabuleiro antigo, todos os territórios um pouco menores, agora sim é completamente impossível manter os exércitos organizados na Europa.

Mas de alguma forma, o mundo real só faz parecer ficar maior e maior, e com o cá e o lá cada vez mais distantes.

lunedì, agosto 06, 2007

O Orador Surdo

Eu posso acessar o blogger e fazer postagens e modificações, mas não posso abrir nenhum blogspot para ler o que fiz. Genial, né?

E é aniversário do meu pai, então vamos à casa dele eu, meu irmão que não come carne vermelha e minha irmã que é vegetariana. Então, já que a gente vai lá, ele encomendou uns kibes. ¬¬

lunedì, luglio 30, 2007

All of these are "Heartbreak Hotel" over and over again

Eu não experimentava saudades de pessoas antes.
De situações, de lugares, de épocas, de relações, sim, nunca tive um coração de pedra. Mas essa coisa, essa vontade de ver, de escrever, de ligar, de abraçar, de "quão duro vai ser viver essa vida sem você aqui", não tinha não.
Eu disse cá dentro que tem a ver com solidão (de certa forma, é um sentimento contraditório que também veio agora). Me disseram daí de fora que é por crescer, envelhecer, se tornar adulto. Acredito que as duas asserções estejam corretas. Mais ainda, que elas sejam equações diferentes com o mesmo resultado.
Crescer é tornar-se sozinho.

Nascemos da fusão de seres humanos, surgimos cercados e dependentes. Cada vez menos
até que sozinhos numa caixa de madeira.

Eu queria amar alguém que morreu, para deixar uma carta no cemitério.

giovedì, luglio 26, 2007

martedì, luglio 24, 2007

Xilofone

Crescer é difícil. Por isso, preferi diminuir. Pelo menos até virar um lá menor, eu diria, no máximo.

venerdì, luglio 20, 2007

And yet one more that is not about kissing and telling

Sweetness, sweetness:

Ironia é o recurso de linguagem pelo qual as palavras podem significar muitas coisas contraditórias, mas nunca aquilo que "está escrito". Simplificamos nosso pensamento para nos acomodar a idéia de que ironia seja aquela forma amarga de humor, de expor o ridículo das inverdades óbvias. Mas é muito mais do que isso. O que cito a seguir, por exemplo, é ato no qual invisto da mais pura ironia, veja bem.

Ta-Hi
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ah, meu bem, não faz assim comigo não
Você tem, você tem que me dar seu coração

Ta-Hi
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ah, meu bem, não faz assim comigo não
Você tem, você tem que me dar seu coração

Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas tem
Se me ajudasse, nosso senhor
Eu não pensaria mais no amor

Meu amor não posso me esquecer
Muita alegria faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não tem fim

Ta-Hi
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ah, meu bem, não faz assim comigo não
Você tem, você tem que me dar seu coração

Ta-Hi
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ah, meu bem, não faz assim comigo não
Você tem, você tem que me dar seu coração

lunedì, luglio 16, 2007

Primeiro, acabou o remédio. Depois o chocolate. A água. Paciência e senso de humor acabaram mais drasticamente. Acabada a luz, acabou o sono, acabaram as esperanças e a vontade de viver.
Mas a água e a luz pelo menos voltaram.

venerdì, luglio 13, 2007

Miguxês

Peguei meu texto recente mais pretensioso e joguei no brilhantésimo MIGUXATOR.
Palmas para quem conseguir ler até o fim. Se você não quiser correr riscos, simplesmente leia trechos aleatórios e se delicie.



KomEXXaH kuM 1 CitaXXaUM iMPERfEiTAh...a trANSCrIXXauM ApEnAxXx EM tExXxtU Di alGu KI eH rICU juStAmeNtI PELaxXx iMagenxXx: "- VOw tEntAH ExXxpLicAh minhaH DIfIcULDadI...... KaDAh vez kI kOmeXXu A pROduZi 1 HistoRIah.................. qdu LAmPejAh 1 INICIu DI IdeiAH.................. Me toMaH 1 granDI ExXxCItaXXAuM - 1 FrEnEsi kRIAtIvU...Ki supOSTAMeNti LeVAh Au fluxXxu di IDEIaxXx PERiFeRICaxXx...kI SI ArticuLaH A idEIAH CenTraU.................. I Tudu KulmInaH NU ExXxTaSE dah esTrUTUrah DEfiNiTiVaH...... MaxXx...eM AlGUnxXx KaSUxXx (komu U mEu).................. u TAU frENeSi soh kONdUz A aNsiEdaDI.................. i a 1 formAh PaRaNoicAH dI temOr...1 teMor DI KI a pROpRIAh iDEiaH MATRiz Si vOLaTiLIzE...Si peRCah Nu etE!!!!! eU.................. KOMEceI a fazE hIStorIAxXx PElu PRoceXXU Di imItaXXauM di moDElUxXx...... axXxu Ki mtuxXx DEXXIxXx mODElUxXx.................. SOfrIAM DI 1 discRepAnCiah entrE AxXx PROmEXXAxXx konTidAxXx NAxXx kAPaxXx...TItuLuxXx - i u Seu kOntiuDU ReaU...... TalVeZ.................. TaLveZ eU tENHaH me DExXxAdu KoNTaMINaH POr EXXi DiSEkILIBrIu...... HJ...PElU temor Di 1 FRusTraXXAUM KuM u RESulTADEEnHu fUTuRU...minHaxXx iDEIaxXx si AtrOPElam.................. sI ApREXXAm eM aNTeciPaH sUAH FOrMAh FINAU...Titulu...kAPaH..................i u pACOti JAH VeM kUm axXx KrITIcaxXx I REPErCuXXOexXx NEGativAxXx...... (pOR ALgUm MotIvu...AxXx pOSitIVaxXx NaUm aParEcI)...... DAIh eu dexXxu TUDu DI laDU...... kOmEXXu dINOVU.................. i dINOvU.................. I dinOVu...... etC......"

dIXXi 1 mOXXAh DISenhADAh pElU LAERti...nAh ULTIMAH pagiNaH DaKeLe kadeRNu dU jOrNau...kI neXXixXx MoMentUxXx PAReCi SE u uNICu MoTIVu PeLu KAu uxXx JOrNAIxXx mereci exXxIstI...... iXXu DiscREvi u kI xXxaMAmuxXx DI bLokeIU KriatiVu...MaxXx sI vUxXxE tah leNU ateh AkI...JAH DEvi Te kOMpREENdIdu eXXAh PARti...... Qq aRTistah - MusICu...EsCRitOr...CiNEAStaH...GrafItEirU - KORre RIsCU Di vE seU pRoCEXXU di traBaLhu inTErrOMpIdu POr EXXAh besTaH VOrAIxXx......
PrOblEmAh: U ki aCOntEcI qDU vUxXxE perceBe Ki SeMPRE eNCaROW SuaH vidAH KoMu A SuaH ObRAH pRIMaH...I Ki AgORAh eXXI BLokeiu kriATIvU nAuM faLaH SOh DAh suAh KAPACidaDI Di TErMiNAh 1 KoNtU...MaxXx Sim daH SuAh FOrmaH DI si rELAciOnah KUm UxXx SERexXx HUMAnuxXx aU seU REdOR??!?!

lucAxXx LUI...NasCidU eM SAuM pAulU nu embLEmaTicU aNu di 1984...SeMPre senTIu NEcEXXIdadi dI PROjetaH u sEU fUTuRu nAUm kOMu 1 sonhU...maxXx Komu 1 obrAH di FIcXXaUm...kum KoNFLituxXx...ReVIravolTaxXx NAh TrAMaH I sigNIFICAduxXx ambigUUxXx...... NaKeLE fIlME..."rEKiem poR 1 Sonhu" TEm A CENAh Di RECOrDaXXauM DU NEguinhU MOrRENU FrItADeENHu ki ele Si lEmbRAH aINDaH MENiNu KOrrEnu...... KOrREnu nAh xXxuvaH griTAnu "moMmy...MOMMY!!!!! I'm GOnNAH mAkE it sOmeday!!!!! I'M gONnah MAkE iT...I sWEAH!!!!!"...... i akeLAh big bLaCk mAmmaH eSPEranu KalmaH sENtaDEenhah NU FIM Du KORReDoR EsCuRU AcoLHE ele nu kOLU I exXxPLicAH KI ele naum tEM KI MaKe it poRRAh nENHuMAH...ElE sOh TEm ki amAh A MaI DEle Mtu i Se AKElah kOiSiNHAh lIndUxXxAH ki ELE eh......
nEXXI pArAGRAFu aki eM CiMAh...eU Komecei 1 cItAXXAUm...BAgUNceI eLaH Todah...nAUM Me IMpoRTei NeM 1 pocU kUM a fiDeLiDaDi PraH cEnah oRiGINaU...sOH kUM U sigNIfiCAdEenHU kI AKILu ADKirIU Prah MIm...... PrAH ExXxPLICiTAh iXXu Pru LeitOR (VuxXxE...Ki sI TaH AKI Jah sAbe DIXXU i NauM PreCISAVAh SE INFOrMaDu) eU ALtErEI a EstRuTURAh DI PonTUaXXaUm DaxXx frASexXx...PrAh paREcE + kUM a MaNeRaH kI eu FORmuleI A idEiah denTru DU meU pENSAmeNTU Du Ki kUM 1 sENtEnXXAH kOErEnTI I OrdenAdaH...... iXXu EH 1 imitaXXaum Di modeLu (KOmu U pROCeXXU ki sI meNCIonAH AciMAh)...NU kAsu...Di 1 EsTRategIaH DeNtRE mTaxXx oTraxXx kopiAdaH dI AlGU ki tAvah MtU eM voGAH nu koMEXXU dU sECUlu VInti I Si xXxAMAH fluxXxu dI KOnSciENcIAh - klArU KI VUxXxe SaBe mtu bEM DiXXU...... EU DEVIAh PaRaH Di escreve soBre IXXU...pq tOW apEnAxXx REafIrMAnU praH 1 LeItOr Bem fOrmadU AKILU KI Ele jaH sABE JUsTamentI POr sE QM EH...... iNCluSIVi...Si U tExXxtu EH sOBre EscRevE DEXXI jeiTU...i vIve a Vidah komu sI A eStIVeXXI EsCReveNU DEXXi Jeitu...pArECI 1 tAntU inutIU...entaUm eU pAraREI poR akI i ApAGaReI EXXAH poRRAH tOdAh......

PQ LUCAxXx luI...KRIAnXXAH mtU InTelIGENtI KI foi...SeMpRe ProCUROw CERCaH-sI Di 1 TIpU Di PeXXOAH...DIsdI UxXx TeMPuxXx Di eSCOlah: axXx KI eRam intElIGEnTIxXx u sUfICiEntI PRah AprEciaH axXx fAbuLaxXx EM ki suAh Vidah SI ToRNAvaH...maxXx nAuM taum KRITiCaxXx ki dI AlgUMAH forMaH pudeXXi DIsveNDah PoR komPLetU seuxXx rEcursUxXx narRAtivUxXx...a MANEraH KomU KOnsTrUiah a FANtasiaH A RESPeITU Du pRoPrIu se...... Vez Ou otRaH...TrAnsformow AlgUmaxXx PoCaxXx DEXXAxXx PeXXOaxXx demAsIAdAmeNti krItiCAxXx em GrandIxXx miGUxXxUxXx...a qm aDMIrAvah - KErIAH toRnaH-sI taUM INTELigeNTi QtU ElaxXx...prah Ki ENTAUm NInGuEM U dISvendaXXI......
anaLOGiAh...EraH IXXu U Ki EstAvamUxXx FAzenU Aki...VuxXxE i EU...... 1 aNaLoGIAH ENTrE u PapeU DaxXx pEXXOAxXx krIticAxXx KUm u dAh aUTU-kRiTIcAh...... Pq U artIStAH KI NAum TEm NENHUmAh koMeXXAH a PRODuZi fREnEticAMeNTI i seM kRiTeriu...1 MOnTI Di LIxXxu...... maxXx akElE kI Tem d+ Disisti DI TODaxXx axXx SuaxXx kRIaXXoexXx antixXx di KOMeXXah...... Nah OBrAh-vIdaH...u jOgu entRe eXXixXx te SI ToRnAH INCrivELMenti pErIGoSu...... I qDU ENtAUm...vUxXxe SI haBItUAH A se KrIticu d+ i DAIH foRXXah tUdu IXXU prah fOrAH Di si??!?! 1 konFlitU PERmanENTI...DI sEmprE DAh axXx KOIsAxXx POR PronTAxXx MSm SaBenu kI NauM tAum BOaxXx U SuFicienti PRU mUnDu - PELaH preocuPAXXAum DI DpoixXx dISTRuih-laxXx NAH CerTEzAH dI ki jAMaIxXx TErAum QQ kaLiDAdi...... AUTU-KoNdeNaXXaUM A MEdioCRiDaDi KomU FOrmaH di redenXXaUM INTELEcTuau pElaH ILUSauM dI PrODUtIvidADi rEGulAH......

jAh u ADOLEsCeNTi xXxOkITu (a QM NaUM SAbe...eXXi 1 diAH Fui Eu) aPrenDeu KI 1 AUToR PersoNagi naUM Podi dIspoR Di 1 unICu nOmINhu...1 UNICah imAgI...... ElE TeRIaH ki NAh suAh vIDah...sUah vIDah inTERAH...Soh vIVE AxXx vIdAxXx dI 1 UNiCAh PEXXOaH...KI OBVIaMENtI jaMAixXx SeRiaM sUficIenTixXx PRah KObri TODu U EsPeCtrU di VIDAxXx marAViLhOSaxXx Ki pululAVam EM sUah IMagINAXXaUm...... Ele dUraNTi aNUxXx AGIU kOmu 1 VerSaum SEleCiONAdAh DI si MSM...TrAnSFORMAnU AlgUnxXx TrAXXuxXx eM KarIcAtURah...SImPlEsMenTI apaGaNu oTraxXx...... MTah gEnTI nAUm GoStAvAH dEXXi xXxOkitu...tALveZ PQ u Veu dAH KARICaTUrAh fOXXI mTu fACiU dI rEtIrAh......
eStAMUxXx ACOSTUmaduxXx A DIsveNdAh uxXx texXxtuxXx suBSIDIADuxXx POr TEoriaxXx PSicAnALITIcaxXx...... FicU pEnSaNU...Au INvExXx diXXu...komU SeriAM axXx ANALISExXx LITERARIaxXx baSeadaxXx naH PSiKIaTriAH - U PARAgrafu RetrAsadu Talvez gaNhAXXI 1 TRaTamENtU PrAH trANStOrnu BIpoLAh...Ou QQ kOizah SIMpAtIcAH DeXXI TIPU...... TErIAh aTeH cERtah UtIlIDADI PratIcAh: vuxXxe levah sEuxXx LiVRUxXx favorItUxXx AU SeU pSIkIAtrAh - i KdxXx...I dVDxXx...i PoSterExXx - I NAUm preCiZAh Di KoNsuLTAH...Jah sAbEMuxXx QM vuxXxe eh I kI PrOBLeMaH vUxXxe tem......

NAh horaH KI KOmeXXAH a viRAH genTi graNDi ExXxiGI mAiOr ELaBoRAXXaUM dUxXx SeNTIMENtuxXx...AxXx TRamaxXx kaptam mAIOr elABorAXXAUM nuxXx PersonagEnxXx...... todUxXx kerIAM sE PEXXOAh I tE HeTeRonIMuxXx (paRTICulah Ki EXXi homem tENhAh tIDU eXXI SObrENOME...mAxXx iXXU Eh oTRaH OBvieDAdI)...... ENTauM paRiu-Si 1 AGeNti lAraNJAH...... oLHah ELe Ali em BaixXxu...AXXInaNU - KREdITu meNTIrOsu...DIsLavadU...deXXah VeZ...Naum Foi vUxXxE qm eScREVeu IXXu!!!!! VAi eScReVe FRASEsINHAxXx isolAdAxXx pRocUrAnU 1 estILu NoVEau-POP...vAi...agENTI LAranjaH...Autor uSuRpaDoR...I DexXxaH EXXI TexXxTu-VidAH A Qm ELE PERTENcI......
(eXXI eH 1 moMENtU seM prECeDeNtI Nu texXxTU...kI PEXXu-lhe ki NOTI...... Ateh enTauM...eu TAvaH nU PleNu konTROle DI Meu rEcUrSU esTILIsTIcU...... VE Ki uxXx pAragrafUxXx AUTobIografiCUxXx EStaVaM Em TErCerAh PEXXoaH...i UxXx puRaMENTi irONicuxXx Si InTERpUNHAM...KUm a VeRdadeRah PRimerah PeXXOAH...du AUToR...ki si acredITaVAH a Si mSm Eu...AteH AgORah...... MAxXx eXXI aUToRZiNHu AIH...kI SEI Lah Qm EH...DisconStRuIu Meu jogu...Usanu MINHaxXx PROpRiaxXx MAUxXx...... MoStroW-mE QM Eh KI MAndAh...AinDAh Ki NAum TENhah Ditu qM Eh...... ELE...... Ki mandaH......)

lucAxXx lUi...vInTI-i-3 AnUxXx...tantuxXx kaMiNHuxXx PRAh tRaixXx...tANtUxXx + aindAH PELah FREnTI...... 1 ideiAH Nah MAUM I 1 kamErah NAH KAbeXXAh...... naum Sow Eu...NAuM eh MINhAH obrAH...NaUm Eh MInhaH VIDAh...... SoW 1 aRTiSTAH nAUm SEI DU KI......

Cold Turkey

Eu sempre me perguntei sobre esse fenômeno que é a TPM. A mulher sabe que existe um período do mês em que ela corre o risco de dar uma enlouquecidinha, que em muitos casos vem em ciclos bem previsíveis. Ainda assim, se bate a loucura, mesmo estando avisadas, elas continuam agindo como loucas, incapazes de assumir que o que podia acontecer aconteceu. Será que é isso que acontece quando você fica sem remédios?

martedì, luglio 10, 2007

Soup for one

A música mais triste do mundo é um lado B da discoteca.

*

Quando vejo alguém
de camisa listrada
quero logo ler-lhe as entrelinhas.

*

A pós modernidade se compreende só de viver uns clichês musicais dos anos noventa. Ter a carne arrancada da sua boca durante isso também ajuda muito.

*

Quem ensina a fazer renda
não ensina a namorar.

*

A internet, se não instituiu
revolucionou
a mudança de linha
como forma de pontuação.
Tem aquela história do gato dentro de uma caixa que está vivo e morto ao mesmo tempo.

Assim são os momentos. É mais fácil de ver com o passado, sabe? Os rastros, as memórias, as provas de tudo que não é mais continuam aqui. Chamam amor de assombração.

Mas o futuro também é vivo e morto de uma só vez: tudo o que pode ser não se concilia de maneira nenhuma com o que será. Quantas possibilidades morrem para que apenas uma se realize? Mas se realizaria a uma se não imaginássemos todas as outras?

Tudo o que eu queria dizer, minha irmazinha, é que esses lenços ficarão muito bonitos nos teus cabelos, e que essa marca só fará aumentar o brilho do seu coração.

martedì, luglio 03, 2007

Pro próximo que me perguntar "o que você faz?" responderei que sou um gênio incompreendido

"É dever dos adultos acreditar e proteger as crianças."
Se eu me contentasse em ouvir minha música naquelas caixinhas, tão pequenas, estaria tudo bem. Eu não ia aprender aquelas percussões tão bonitas; eu não ia me apaixonar por esses contra baixos; eu jamais ouviria tantas vozes. Mas, pela música alta, paga se um preço.
O chiado.
Quanto mais música, mais chiado. E eu quero mais música, pra parar de ouvir o chiado. Forço o volume mais um pouco, por alguns momentos as melodias são tudo que ouço - mas logo me acostumo, e lá está o chiado, cada vez mais forte, um barulho, ao fundo, um rio, um carro passando, um dia será uma metrópole inteira a me engolir. Volume: mais, um pouco.
Uma crença infantil na alquimia: a lei da troca equivalente. Para cada ganho, uma perda de valor equivalente. Espera-se que o oposto também seja válido. Tanta crise há de resultar em genialidade: a grande vantagem de não se ter paz de espírito. Será que a imaginação é uma perda ou um ganho?
Há que se pensar nos nossos biógrafos*.

& paste

"Paro antes que se apodere de mim a tentação de copiar todo oCrime e Castigo. Por momentos pareceu-me perceber qual devia ter sido o sentido e o fascínio de uma vocação hoje inconcebível: a do copista. O copista vivia simultaneamente em duas dimensões temporais, a da leitura e a da escrita; podia escrever sem a angústia de que o próprio ato se não concretize em nenhum objeto material."

mercoledì, giugno 27, 2007

O que é uma autobiografia pra quem ainda não fez nem vinte e cinco anos?

Começa com uma citação imperfeita, a transcrição apenas em texto de algo que é rico justamente pelas imagens: "- Vou tentar explicar minha dificuldade. Cada vez que começo a produzir uma história... quando lampeja um início de idéia... me toma uma grande excitação - um frenesi criativo, que supostamente leva ao fluxo de idéias periféricas, que se articula à idéia central... e tudo culmina no êxtase da estrutura definitiva. Mas, em alguns casos (como o meu)... o tal frenesi só conduz à ansiedade... e a uma forma paranóica de temor, um temor de que a própria idéia matriz se volatilize, se perca no éter! Eu... comecei a fazer histórias pelo processo de imitação de modelos. Acho que muitos desses modelos... sofriam de uma discrepância entre as promessas contidas nas capas, títulos - e o seu conteúdo real. Talvez... talvez eu tenha me deixado contaminar por esse desequilíbrio. Hoje, pelo temor de uma frustração com o resultado futuro, minhas idéias se atropelam... se apressam em antecipar sua forma final, título, capa...e o pacote já vem com as críticas e repercussões negativas. (Por algum motivo, as positivas não aparecem). Daí eu deixo tudo de lado. Começo de novo... e de novo... e de novo. Etc."

Disse uma moça desenhada pelo Laerte, na última página daquele caderno do jornal, que nesses momentos parece ser o único motivo pelo qual os jornais merecem existir. Isso descreve o que chamamos de bloqueio criativo, mas se você está lendo até aqui, já deve ter compreendido essa parte. Qualquer artista - músico, escritor, cineasta, grafiteiro - corre risco de ver seu processo de trabalho interrompido por essa besta voraz.
Problema: o que acontece quando você percebe que sempre encarou sua vida como a sua obra prima, e que agora esse bloqueio criativo não fala só da sua capacidade de terminar um conto, mas sim da sua forma de se relacionar com os seres humanos ao seu redor?

Lucas Lui, nascido em São Paulo no emblemático ano de 1984, sempre sentiu necessidade de projetar o seu futuro não como um sonho, mas como uma obra de ficção, com conflitos, reviravoltas na trama e significados ambíguos. Naquele filme, "Réquiem por um Sonho" tem a cena de recordação do neguinho morrendo fritado que ele se lembra ainda menino correndo. Correndo na chuva gritando "Mommy, mommy! I'm gonna make it someday! I'm gonna make it, I swear!". E aquela big black mamma esperando calma sentada no fim do corredor escuro acolhe ele no colo e explica que ele não tem que make it porra nenhuma, ele só tem que amar a mãe dele muito e ser aquela coisinha linda que ele é.
Nesse parágrafo aqui em cima, eu comecei uma citação, baguncei ela toda, não me importei nem um pouco com a fidelidade para a cena original, só com o significado que aquilo adquiriu para mim. Para explicitar isso para o leitor (você, que se está aqui já sabe disso e não precisava ser informado) eu alterei a estrutura de pontuação das frases, para parecer mais com a maneira que eu formulei a idéia dentro do meu pensamento do que com uma sentença coerente e ordenada. Isso é uma imitação de modelo (como o processo que se menciona acima), no caso, de uma estratégia dentre muitas outras copiada de algo que estava muito em voga no começo do século vinte e se chama fluxo de consciência - claro que você sabe muito bem disso. Eu devia parar de escrever sobre isso, porque estou apenas reafirmando para um leitor bem formado aquilo que ele já sabe justamente por ser quem é. Inclusive, se o texto é sobre escrever desse jeito, e viver a vida como se a estivesse escrevendo desse jeito, parece um tanto inútil, então eu pararei por aqui e apagarei essa porra toda.

Porque Lucas Lui, criança muito inteligente que foi, sempre procurou cercar-se de um tipo de pessoa, desde os tempos de escola: as que eram inteligentes o suficiente para apreciar as fábulas em que sua vida se tornava, mas não tão críticas que de alguma forma pudessem desvendar por completo seus recursos narrativos, a maneira como construia a fantasia a respeito do próprio ser. Vez ou outra, transformou algumas poucas dessas pessoas demasiadamente críticas em grandes amigos, a quem admirava - queria tornar-se tão inteligente quanto elas, para que então ninguém o desvendasse.
Analogia, era isso o que estávamos fazendo aqui, você e eu. Uma analogia entre o papel das pessoas críticas com o da auto-crítica. Porque o artista que não tem nenhuma começa a produzir freneticamente e sem critério, um monte de lixo. Mas aquele que tem demais desiste de todas as suas criações antes de começar. Na obra-vida, o jogo entre esses termos se torna incrivelmente perigoso. E quando então, você se habitua a ser crítico demais e daí força tudo isso para fora de si? Um conflito permanente, de sempre dar as coisas por prontas mesmo sabendo que não estão boas o suficiente para o mundo - pela preocupação de depois destruí-las na certeza de que jamais terão qualquer qualidade. Auto-condenação à mediocridade como forma de redenção intelectual pela ilusão de produtividade regular.

Já o adolescente Chokito (a quem não sabe, esse um dia fui eu) aprendeu que um autor personagem não pode dispor de um único nome, uma única imagem. Ele teria que na sua vida, sua vida inteira, só viver as vidas de uma única pessoa, que obviamente jamais seriam suficientes para cobrir todo o espectro de vidas maravilhosas que pululavam em sua imaginação. Ele durante anos agiu como uma versão selecionada de si mesmo, transformando alguns traços em caricatura, simplesmente apagando outras. Muita gente não gostava desse Chokito, talvez porque o véu da caricatura fosse muito fácil de retirar.
Estamos acostumados a desvendar os textos subsidiados por teorias psicanalíticas. Fico pensando, ao invés disso, como seriam as análises literárias baseadas na psiquiatria - o parágrafo retrasado talvez ganhasse um tratamento para transtorno bipolar, ou qualquer coisa simpática desse tipo. Teria até certa utilidade prática: você leva seus livros favoritos ao seu psiquiatra - e CDs, e DVDs, e pôsteres - e não precisa de consulta, já sabemos quem você é e que problema você tem.

Na hora que começar a virar gente grande exige maior elaboração dos sentimentos, as tramas captam maior elaboração nos personagens. Todos queriam ser Pessoa e ter heterônimos (particular que esse homem tenha tido esse sobrenome, mas isso é outra obviedade). Então pariu-se um Agente Laranja. Olha ele ali em baixo, assinando - crédito mentiroso, deslavado, dessa vez, não foi você quem escreveu isso! Vai escrever frasesinhas isoladas procurando um estilo noveau-pop, vai, Agente Laranja, autor usurpador, e deixa esse texto-vida a quem ele pertence.
(Esse é um momento sem precedente no texto, que peço-lhe que note. Até então, eu estava no pleno controle de meu recurso estilístico. Vê que os parágrafos autobiográficos estavam em terceira pessoa, e os puramente irônicos se interpunham, com a verdadeira primeira pessoa, do autor, que se acreditava a si mesmo eu, até agora. Mas esse autorzinho aí, que sei lá quem é, desconstruiu meu jogo, usando minhas próprias mãos. Mostrou-me quem é que manda, ainda que não tenha dito quem é. Ele. Que manda.)

Lucas Lui, vinte-e-três anos, tantos caminhos para trás, tantos mais ainda pela frente. Uma idéia na mão e uma câmera na cabeça. Não sou eu, não é minha obra, não é minha vida. Sou um artista não sei do que.

martedì, giugno 26, 2007

É como se tivesse um campeonato para ver no mundo quem foi mais vezes o 27º colocado e você pegasse o vigésimo oitavo.

venerdì, giugno 22, 2007

Os fantasmas me divertem

Sozinho, certas noites, eu apago todas as luzes, fecho todas as portas, menos a veneziana da varanda. Através dos vidros, posso vê-los, são meus amigos fantasmas que vêm brincar. Podemos passar noites inteiras juntos. Quando estou desolado, recebo carinho de mãos etéreas. Compartilho meu calor humano com seu frio espectral. Se alguém me fere, é a eles que realmente pergunto o que fazer.
A maior parte do tempo, os fantasmas estão invisíveis, recolhidos no mundo sombrio onde os fantasmas devem habitar. Mas ao contrário dos amigos de carne, eles tem uma sensibilidade do tamanho do universo e a capacidade de viajar pela luz e pelo vento. Assim, basta eu crer que estaria mais contente com um fantasma do meu lado que um deles - ou toda a turma, dependendo do caso! - chegam ali e passam o tempo que for comigo, até eu me sentir melhor.

martedì, giugno 19, 2007

Blue Mondays ao Sol

Mesmo quando eu trabalhava domingo e folgava segunda, esse dia era um dia escroto. Acho que é uma energia cósmica da lua ou algo assim, mas não importa quem quer que você seja, o que quer que você faça ou onde do mundo você está: se tem alguma coisa dando errado na sua vida, Blue Monday é o dia que essa coisa te morde e caga no seu caminho.

sabato, giugno 16, 2007

Mundo, menos Nelson, por favor, que assim ninguém aguenta! Daqui a pouco é mais um que tá estirado enforcado na sala com vestido de noiva ou qualquer coisa que o valha, chega, né? Obrigado pela atenção.

(BSC também agradece, pois nesse post sou porta voz de sua indignação)

giovedì, giugno 14, 2007

Writer's Block

Eu ouvi esse álbum uns dois ou três zilhões de vezes esses tempos. Fico meio ofendido: como é que esses três caras na Suécia, nesse mundo que não tem nada a ver com o meu, não tendo nada a ver comigo, conseguem entender tão bem o que eu tenho passado. Por que sinto que cada letra, cada arranjo, cada acordezinho se refere a algo que acontece na minha vida? Daí, deixo o egocentrismo um pouco de lado e penso: não foram eles que entenderam exatamente o que me acontece, eu que estou passando exatamente pelo que eles explicaram antes.

martedì, giugno 12, 2007

sabato, giugno 02, 2007

Back in the USSR?

"Oh, show me around your snow-peaked mountains way down south
Take me to your daddy's farm
Let me hear your balalaika's ringing out
Come and keep your comrade warm"



Os Beatles são uns pervertidos ou sou só eu?

venerdì, giugno 01, 2007

martedì, maggio 29, 2007

Eu sempre acreditei, conceitualmente, na prova lógica de que Papai Noel existe. Mas só agora eu entendi quão profundamente ela funciona. E você, me diga, existe?

giovedì, maggio 24, 2007

Minha terapeuta me passou um livro

"Italo Calvino, com o nome para sempre na literatura universal, é um dos escritores mais polémicos da nossa contemporaneidade, tal se devendo por recorrer ao realismo filiado no século XVIII e ao fantástico que, de uma maneira ou de outra, se imiscui na nossa vida.
Se Numa Noite de Inverno um Viajante é uma das suas obras mais bem conseguidas: trata-se pura e simplesmente, de construir um romance a partir de inícios de romance...
Estamos, segundo E. Bloch (in L'uomo Giobbe, Roma, 1978) perante uma proposta de viver o ambíguo com o intuito de viver o transparente. Textualmente, segundo aquele autor: ((Numa realidade contestável, em que reine o injusto, está sempre subentendida a esperança na capacidade humana de "se libertar".))
Saliente-se ainda que se trata de uma obra de leitura obrigatória no ensino de Literatura Italiana em Portugal, dado que o esquema escritural de calvino, neste título, se adequa magistralmente à docência nos campos do realismo e do fantástico."


Por Deus, todas as contracapas em Portugal são assim?!

martedì, maggio 22, 2007

lunedì, maggio 14, 2007

Papa cala a boca e deixa (in)fiéis em paz

Ao final da tarde desta segunda feira, num ato inédito, o Papa Bento XVI ficou quieto e deixou em paz a crescente parcela da população que não está interessada no que ele tem a dizer. Amanhã, milhares de brasileiros respirarão aliviados ao verem suas bancas e ruas livres de manchetes a respeitos dos disparates conservadores do pontífice nazista. Esse blogueiro agradece.

mercoledì, maggio 09, 2007

Saudação ao frio.

Estou vibrando de alegria. E tremendo um pouco, também.
Por favor, não me deixe mais!

lunedì, maggio 07, 2007

...e além!

Tinha uma criança contando no ônibus. Com muito afinco, contou tanto que chegou até o infinito. Como ainda não se dera por satisfeita, seguiu adiante: infinito-e-um, infinito-e-dois, infinito-e-três...

Uma droga, ou um doce, ou qualquer coisinha pequena que deixa a gente feliz

Eu sempre tentei guardar felicidade no bolso, as vezes levar um pouco na mochila, mas nunca deu muito certo. Outras horas, procurava lugares onde as pessoas estivessem contentes para respirar um pouco daquele mesmo ar, mas isso também é ineficaz. Ouvi alguma coisa sobre a alegria pingar de novo, daí saquei o fundamento do meu erro. Em seu estado natural, a felicidade é líquida, e não pode ser transportada em recipientes que não sejam herméticos e impermeáveis. Não flutua na atmosfera para ser captada.
Ela jorra de fontes e nos cobre inteiros, se derrama de maneira que as vezes cremos que nunca mais ficaremos sem ela. Uma pessoa molhada de alegria molha todas as outras a quem abraça. Mas aquilo que é líquido escorre para o ralo e evapora para o céu, e se deixamos a fonte ir para longe, de repente nos encontramos secos e solitários de novo, como se fôssemos deserto.
Mas uma gotinha, uma única gotinha, sempre parece que vai cair, do alto de uma pedra ou de uma nuvem no céu. E nos deixa ali esperando, meses esperando por alguns mililitros de felicidade, dos quais não temos o hábito de nos arrepender.

venerdì, marzo 23, 2007

Wherever I lay my phone, that's my home!
Home is where the heart is.
My heart will go on.
I'll lay my fone on.
So give me a call.

giovedì, marzo 15, 2007

Heaven is a Place on Earth

Os bonzinhos sempre se fodem no final. Sabe, sempre que você faz alguma coisa por boa vontade, no puro altruísmo, ela parece que simplesmente dá errado em tudo o que poderia. Daí arranjei uma solução boa: sempre dou um jeito de empurrar meu desejo e meu valor moral pra pontos diametralmente opostos do círculo ético. Dai me sacrifico pelo bem maior, mostro ao mundo toda a minha generosidade. Se funcionar, fui um herói. Se der errado, consegui o que de fato queria. Por isso que mesmo sabendo que os bonzinhos sempre se fodem no final, ficam dizendo por aí que fazer o bem traz o bem, e que toda boa ação tem recompensa e etcetera e tal. Agora que você entendeu o truque, não seja tonto de não tentar por si mesmo, hein?

sabato, marzo 03, 2007

Da importância do ato de anotar

- É preciso anotar os nomes e relações entre as personagens de um romance policial, caso contrário se torna impossível distinguir o detetive do assassino.
- Devemos anotar telefone, endereço e tipo sangüíneo de todos os amigos e parentes, especialmente antes de sermos atropelados, afim de dar-lhes a oportunidade de salvar uma vida.
- Anotamos todos os pequenos sentimentos e motivos, para que eles não nos sejam expulsos da memória por emoções latifundiárias.
- Adolescentes mantém o saudável hábito de listar seus artistas, amigos, filmes, lugares, músicas e alimentos favoritos. Com isso, encontram muito menores dificuldades para saber em que estereótipos se encaixam e quais preconceitos devem preservar.
- O homem sábio anota em planilha minusciosa, que carrega sempre consigo, seu nome, idade, signo, endereço, profissão e objetivos na vida. Esse simples ato evita queapós um mal entendido numa noite de melancolia, confunda sua identidade e acabe dormindo num leito desconhecido e obrigado a viver uma vida que não é sua.
- A etiqueta manda que, ao chegar em uma festa ou reunião social, os presentes anotem em um guardanapo o nome de seus cônjuges e filhos, a fim de evitar o embaraço de esquecê-los após algumas rodadas de coquetéis. Pesquisas mostram que homens que anotam o nome de suas esposas são até três vezes mais fiéis.
- Aqueles que anotam em seus calendários e agendas pessoais as datas cívicas e de honra à pátria estão cinco vezes menos sujeitos à violência no caso de um golpe integralista.
- A atitude de escrever frequentemente pequenos lembretes dizendo a si mesmo que se aprecia a vida é um exercício diário que protege muitos do afogamento na maré dos fatos.

martedì, febbraio 27, 2007

Be-in

A única coisa que não me sinto é solitário.
E com isso, quero deixar claro que me sinto todo o resto.

giovedì, febbraio 22, 2007

" (...) Quando isso aconteceu, Orlando deu um suspiro de alívio, acendeu um cigarro e soprou em silêncio um ou dois minutos. Depois, chamou hesitante, como se a pessoa que procurasse pudesse não estar ali: "Orlando?" Pois se há (por acaso) 76 tempos diferentes, todos pulsando simultaneamente na cabeça, quantas pessoas diferentes não haverá - valha-nos o céu - , todas morando, num tempo ou noutro, no espírito humano? Alguns dizem que 2052. De modo que é a coisa mais natural do mundo uma pessoa chamar, logo que fique sozinha, "Orlando?" (se esse é o seu nome), querendo com isso dizer "Vem, vem! Estou mortalmente cansada deste eu. Preciso de outro". (Orlando, Virginia Wolf, como citado pela Inaê)

domenica, febbraio 11, 2007

"Você" é só mais um eufemismo ineficaz para "eu".

Mesmo sabendo que vai chover, eu resolvi deixar as coisas ali. Não quero que elas se molhem, mas o mundo não é acontecer apenas o que quero. A ilusão de potência que vem quando a gente faz alguma coisa me constrange; prefiro não fazer nada e não cair no engodo.

É que tenho tido muito tempo para ser ninguém e nenhum para ser eu ultimamente, daí que a gente precisa dizer essas coisas horríveis pra ver se sente alguma coisa.

martedì, febbraio 06, 2007

Where is your love, oh don't you give me your love

O ser humano é indigno do amor. Jamais ame alguém. Só as crianças são puras e só os cadáveres são sábios. Pois é isso. Necrofilia e pedofilia: as únicas formas de amor válidas no século XXI.

martedì, gennaio 16, 2007

hermético

Il n'y a pas d'amour qui ne soit à douleur
Il n'y a pas d'amour dont on ne soit meurtri
Il n'y a pas d'amour dont on ne soit flétri
Et pas plus que de toi et l'amour de la patrie
Il n'y a pas d'amour qui ne vive de pleurs

Il n'y a pas d'amour heureux
Mais c'est notre amour à tous deux

martedì, gennaio 09, 2007

Heróico.

Mais poderoso que uma locomotiva que sabe o mal que se esconde nos corações dos homens. Temido e odiado pelo mundo que as aranhas radioativas juraram proteger. Desde aquela noite no beco do crime, quando toda a população de seu planeta foi brutalmente assassinada por ele mesmo, Mandrake jurou vingança contra as florestas de Mongo e se tornou Agente Laranja, o primeiro super-herói a comprar lingerie com a mulher maravilha e a derrotar Wolverine num campeonato de bocha.

giovedì, gennaio 04, 2007

It's not

It would be like kissing your brother, if kissing your brother was anything like what we expect kissing your brother to be. In a manner, it's something not even kissing your brother will ever be, because, after all, kissing your brother is not like kissing your brother. However, that one thing you have done is (just like kissing your brother).

lunedì, gennaio 01, 2007

Feliz 2007

Eu queria tomar uma canecona de leite com café e chocolate e comer uns bolinhos de chuva.

Eu tinha milhares de resoluções, mas agora, tudo o que quero é me sentir como uma criança em férias de julho.