martedì, maggio 29, 2007

Eu sempre acreditei, conceitualmente, na prova lógica de que Papai Noel existe. Mas só agora eu entendi quão profundamente ela funciona. E você, me diga, existe?

giovedì, maggio 24, 2007

Minha terapeuta me passou um livro

"Italo Calvino, com o nome para sempre na literatura universal, é um dos escritores mais polémicos da nossa contemporaneidade, tal se devendo por recorrer ao realismo filiado no século XVIII e ao fantástico que, de uma maneira ou de outra, se imiscui na nossa vida.
Se Numa Noite de Inverno um Viajante é uma das suas obras mais bem conseguidas: trata-se pura e simplesmente, de construir um romance a partir de inícios de romance...
Estamos, segundo E. Bloch (in L'uomo Giobbe, Roma, 1978) perante uma proposta de viver o ambíguo com o intuito de viver o transparente. Textualmente, segundo aquele autor: ((Numa realidade contestável, em que reine o injusto, está sempre subentendida a esperança na capacidade humana de "se libertar".))
Saliente-se ainda que se trata de uma obra de leitura obrigatória no ensino de Literatura Italiana em Portugal, dado que o esquema escritural de calvino, neste título, se adequa magistralmente à docência nos campos do realismo e do fantástico."


Por Deus, todas as contracapas em Portugal são assim?!

martedì, maggio 22, 2007

lunedì, maggio 14, 2007

Papa cala a boca e deixa (in)fiéis em paz

Ao final da tarde desta segunda feira, num ato inédito, o Papa Bento XVI ficou quieto e deixou em paz a crescente parcela da população que não está interessada no que ele tem a dizer. Amanhã, milhares de brasileiros respirarão aliviados ao verem suas bancas e ruas livres de manchetes a respeitos dos disparates conservadores do pontífice nazista. Esse blogueiro agradece.

mercoledì, maggio 09, 2007

Saudação ao frio.

Estou vibrando de alegria. E tremendo um pouco, também.
Por favor, não me deixe mais!

lunedì, maggio 07, 2007

...e além!

Tinha uma criança contando no ônibus. Com muito afinco, contou tanto que chegou até o infinito. Como ainda não se dera por satisfeita, seguiu adiante: infinito-e-um, infinito-e-dois, infinito-e-três...

Uma droga, ou um doce, ou qualquer coisinha pequena que deixa a gente feliz

Eu sempre tentei guardar felicidade no bolso, as vezes levar um pouco na mochila, mas nunca deu muito certo. Outras horas, procurava lugares onde as pessoas estivessem contentes para respirar um pouco daquele mesmo ar, mas isso também é ineficaz. Ouvi alguma coisa sobre a alegria pingar de novo, daí saquei o fundamento do meu erro. Em seu estado natural, a felicidade é líquida, e não pode ser transportada em recipientes que não sejam herméticos e impermeáveis. Não flutua na atmosfera para ser captada.
Ela jorra de fontes e nos cobre inteiros, se derrama de maneira que as vezes cremos que nunca mais ficaremos sem ela. Uma pessoa molhada de alegria molha todas as outras a quem abraça. Mas aquilo que é líquido escorre para o ralo e evapora para o céu, e se deixamos a fonte ir para longe, de repente nos encontramos secos e solitários de novo, como se fôssemos deserto.
Mas uma gotinha, uma única gotinha, sempre parece que vai cair, do alto de uma pedra ou de uma nuvem no céu. E nos deixa ali esperando, meses esperando por alguns mililitros de felicidade, dos quais não temos o hábito de nos arrepender.