martedì, marzo 18, 2008

Aquela regra de que antes de P e B usa-se M é só para podermos escrever bumbum, tenho certeza.

mercoledì, marzo 12, 2008

Entrei no malvados e notei que já tinha lido o primeiro quadrinho da tirinha de hoje. Apenas o primeiro quadrinho e nada mais. Alguém me explica?

lunedì, marzo 10, 2008

Not me in Wonderland

Quando a Alice cresce muito no País das Maravilhas, os pássaros, apavorados, gritam "Serpente!". Mas quem são os pássaros? O País. E o país, imaginário como tal, nada mais é que Alice ela mesma. Portanto, nota-se, todo o caso é apenas um subterfúgio da menina para se acusar da própria deformação; cresceu tanto que virara serpente.
A desfiguração da Alice - que é imaginária, portanto, é o leitor já retransfigurado (situação que se torna ainda mais complicada, dado que o leitor, aqui, é você, mas, no livro, sou eu) - significa nossa impossibilidade de reconhecermos quando comemos o cogumelo e ficamos muito grandes. Ouça-se Jefferson's Airplane. Pois bem, ao assumir proporções gigantescas, ao expandir-nos o limite do eu, encontramos vigor e vitalidade, sentimo-nos completos. Ou seja, o que não devemos ser. Ou seja, um monstro.
Serpente. Hidra.
Nossa potência é mortal e constrangedora.

giovedì, marzo 06, 2008

Tique da semana

Sempre que eu vejo uma palavra esquisita por aí, tento ver se não é nenhuma outra mais normalzinha escrita ao contrário.

martedì, marzo 04, 2008

Uma Hidra tem várias cabeças; incontáveis. Cada uma delas sente fome; cada uma delas devora.

mercoledì, febbraio 27, 2008

yo y los otros

Quando ouvi, de terceiros
a mesma coisa que disse a segundos, tempos atrás
(para as quais ouvi todas as respostas erradas)
respirei fundo
e dei as respostas certas.
Não é tão difícil.

lunedì, febbraio 25, 2008

Aquela história de não incomodar aos animais enquanto estes estão se alimentando.


..."estes estão", algum manual de estilo devia proibir isso.

mercoledì, febbraio 20, 2008

Quando eu era criança, pra brincar de esconde-esconde, escolhia-se o pegador assim: alguém ia muito afoito arrancar um pedaço de grama do chão ou uma folha de alguma árvore ou arbusto; fechava as mãos; gritava - Folhinha verde, ninguém me combate!

Essa pessoa já se via livre do risco de ser pegadora; cabia, aos outros, a tarefa de escolher uma das mãos para tocar, quem tocasse na mão vazia, também escapava. A mão com a folha indicava o pegador. Um amigo meu sempre era o primeiro a achar uma folhinha e a gritar isso e nunca começava pegando; até que um dia, sua prima mais nova veio brincar com a gente. Ele, muito ágil, foi lá, pegou a folha, soltou o grito. Já a menina, calmamente, arrancou outra folha e soltou - "Folhinha verde, ninguém me combate, beijo de hoje é mais forte!"

And that's it, meus amores, beijo de hoje é mais forte.