sabato, maggio 17, 2008

Rainha de maio
Valeu o teu pique
Apenas para chover
No meu piquenique
Assim meus sapatos
cobertos de barro
agora já não dá mais...


Só HOJE pensei na relação dessa música com 68, hehe.
Antes a relação mais profunda que eu fazia, não contem pra ninguém, QUE CONSTRANGEDOR, era com "mês das noivas".

Sério, esse é nosso segredinho, ok?

martedì, maggio 13, 2008

Os dias vêm como notificações de despejo

As coisas acontecem. Primeiro uma, depois duas, depois três.

Geralmente três são o bastante. As bolsas sob meus olhos tornam-se pesadas como se eu tivesse cem anos. Desistindo de seu confronto com o pulmão, o diafragma resigna-se a erguer-se até metade do caminho; o pulmão, por sua vez, se sente traído - mas, mesmo que tente, não consegue provocar o velho músculo para que volte à briga de sempre, uma vez que ele Já não se importa mais. Pobre do coração, que, abusado pelos insultos disparados aleatoriamente pelo colega valentão, arrepia-se a bater para todos os lados, fora do eixo, cada vez mais rápido e cada vez mais fraco. É assim que eu fico, depois que as coisas acontecem.

Primeiro uma, depois duas, depois três. Atuam em escalas tão distintas, até mesmo o conceito de "coisa" se torna difuso. Pode ser um dia que está um pouco feio, excesso de sujeira na sua mesa do trabalho, uma discussão sem razão de ser, um sorriso de despedida que pareça minimamente menos esperançoso do que o anterior, um prazo que se atraza, um aviso de que algo precisa ser refeito. Para que eu acredite que toda a minha alma precisa ser refeita. Com três coisas qualquer, assim.

Não é natural, nem humano. Talvez pareça com castigo divino, mas ressoa tão mais primitivo do que tudo.

As contas à pagar são sim o fim do mundo.

mercoledì, maggio 07, 2008

Henri Matisse¹

Tudo o que eu escrevo tem tanta cara de ser copiado de algum lugar que nem mesmo eu, quando me leio, creio que se trata de um trecho original.

giovedì, maggio 01, 2008

Gravity rides everything

Mesmo os planetas, quando explodem para fora e se destacam da Estrela-Mãe, passam a eternidade a mirá-la em círculos.

mercoledì, aprile 30, 2008

A Torre Flutuante

Gênesis 11:1-9:
1 Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras.
2 Emigrando do Oriente, os homens encontraram uma planície na terra de Chinear e nela se fixaram.
3 Disseram uns para os outros: «Vamos fazer tijolos, e cozamo-los ao fogo.» Utilizaram o tijolo em vez da pedra, e o betume serviu-lhes de argamassa.
4 Depois disseram: «Vamos construir uma cidade e uma torre, cujo cimo atinja os céus. Assim, havemos de tornar-os famosos para evitar que nos dispersemos por toda a superfície da terra.»
5 O SENHOR, porém, desceu, a fim de ver a cidade e a torre que os homens estavam a edificar.
6 E o SENHOR disse: «Eles constituem apenas um povo e falam uma única língua. Se principiaram desta maneira, coisa nenhuma os impedirá, de futuro, de realizarem todos os seus projectos.
7 Vamos, pois, descer e confundir de tal modo a linguagem deles que não consigam compreender-se uns aos outros.»
8 E o SENHOR dispersou-os dali por toda a superfície da Terra, e suspenderam a construção da cidade.
9 Por isso, lhe foi dado o nome de Babel, visto ter sido lá que o SENHOR confundiu a linguagem de todos os habitantes da Terra, e foi também dali que o SENHOR os dispersou por toda a Terra.
¹

Quando vimos no jornal que esse padre desapareceu no céu tentando bater o recorde de permanência em vôo com balões de gás hélio, todos concordamos em rir muito. Observei, porém, que uns tantos se indignaram, com um riso sombrio de repressão moral, "Esse idiota merece morrer" (quem tem o direito de querer subir aos céus?).
Homens tolos, que não se reconhecem homens, que elogiam e adoram o rancor
desse Deus que cá nos abandonou.

E os balões, no céu, também não abandonaram o pobre padre, um a um?

Leis da física são leis da física; concordar com elas, porém, é desumano.

giovedì, aprile 24, 2008

sabato, aprile 19, 2008

Meus devaneios estão dispersos. Dispersos demais. Está praticamente impossível, ler, escrever.

Então, sei lá, notem esses vídeos




giovedì, aprile 10, 2008

Eu tô com alguma alergia severa na pós-modernidade, por isso The Knife e os suecos em geral têm tanto sentido.
Quando o mundo acabar, a gente toma uma xícara daquele chá que sua tia nos mandou. Joga umas cartas e lembra que a vida foi boa. Só teremos que tirar o naipe de copas, não teia o menor cabimento.