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venerdì, giugno 19, 2009

"todo brasileiro é um apaixonado por carro"

Sabe, aquela coisa. Se um fulaninho que estuda, por exemplo, cinema, chega pra uma galerinha "dotada de senso crítico" e diz algo como Estudo cinema. Sou apaixonado por cinema. Leio tudo sobre filmes, vejo tudo que posso. Amo, amo, amo cinema! o pensamento mais generoso que ele vai despertar vai ser de pena. Algo como "Coitadinho, uma dessas almas ingênuas, deslumbrado, mas tem um bom coração. AH, MEUS ANOS DE JUVENTUDE".
Dentro da faculdade é pior. Imagine, quem estuda na ECA, por exemplo, vê aqueles bixos de cênicas, que amam o teatro, vêem no palco a metafísica da vida e pensa essa gente do teatro, daqui a pouco tá tudo esquecendo qual é a própria orientação sexual e chorando por causa de lei rouanet.
Aquela estudantezinha de letras, então, que chega e fala que a literatura é o que há de mais belo na humanidade - obviamente vai virar professora, isso se não estiver na faculdade esperando marido.
Agora, se a pessoa faz psicologia e diz "sou apaixonado por cinema", fulano é um mestrando de matemática que diz "a música é a minha vida, não vivo sem música!" e o maitre do restaurante puxa papo sobre como a arte - se referindo, obviamente, só à pintura e escultura - é... enfim.
As pessoas super toleram, né?

Só pra pensar...

giovedì, gennaio 22, 2009

O Filho Pródigo

As pessoas todas por aqui, parece que me reconhecem, ficam contentes, dizem, sorriso aberto, Você voltou?!
Mal lembro delas, como lembro de rostos familiares no metrô.¹
Não sei bem quais seus nomes, espero que elas não saibam o meu.
Também não sei o que elas fazem, torço pra elas não terem entendido o que eu faço também.²
Eu não sei se eu voltei; seria bom se alguma delas soubesse e contasse...


======================UM RODAPÉ IMAGINÁRIO======================================

¹- A imagem fica mais bonita com metrô, mas na verdade deve ser trem ou ônibus, eu nunca pego metrô!
²- Eu entrei como redator, mas a gente tinha que dizer para a cliente, que tinha adorado o redator anterior (o Wolvie na coluna de blogs amigos ali do lado) que eu era revisor. Daí o cara do planejamento ficou descarregando as burocs que ele não queria resolver para mim. Fiz umas traduções, depois cobri um pouco as férias de um produtor/atendimento. Ah, eu não estudei publicidade, meu curso de audiovisual não é nem considerado "comunicação social" :)

lunedì, ottobre 06, 2008

É uma decisão importante e difícil, que não deve ser tomada precipitadamente

começar um relacionamento, mudar de emprego, trancar a faculdade, ter um filho, morar juntos, sair de casa, criar um cachorro, entrar para a cruz vermelha

A vida é cheia de desafios e oportunidades e dificuldades e você não quer que uma má escolha na hora errada venha por tudo a perder.

Então por que as pessoas acham tão fácil decidir

sair de casa de manhã, assistir o novo filme do Tarantino, se preferem chuva ou se preferem sol, continuarem solteiras até segunda ordem, pagar o aluguel em dia, pegar o ônibus que te serve ao invés de um qualquer outro que vai te deixar perdido pela cidade?

Para mim, são todas decisões ridiculamente fáceis do mesmo jeito.

martedì, settembre 23, 2008

Bayb, give more poetics - Uma história de poesia bogus

Se você seguir os links do post abaixo, pode acabar achando isso aqui:

otavio42 escreveu:
cara, achei um troço pelo qual cê vai se apaixonar. cê não entra mais no msn?

sigaaquelecarro escreveu:
Nem entro. :/ Mas fala aí o que é!

otavio42 escreveu:
Então, achei um site cheio de arquivos de texto e áudio que os usuários mandam. E tem uma seção erótica. E nessa seção, reina suprema a usuária PROFA, uma véia muito nóia. É indescritível, cara. É uma das coisas mais bizarras que eu já vi. aqui vai o link pra um: http://recantodasletras.uol.com.br/audios/eroticos/10008 ela tem centenas de outros! de todos os tipos!

sigaaquelecarro escreveu:
PUTA QUE PARIU

.....

otavio42 escreveu:
cara, você que é da época de ouro... tem como me explicar de novo como foi mesmo o nascimento da célebre frase GIVE MORE POETICS?

sigaaquelecarro escreveu:
Nessa época, a gente pegava dois temas oximorônicos e fazia poesia em cima, técnica criada pelo Alaska. Tudo acontecia no #fiatlux. Fazíamos tudo fingindo seriedade; sempre tinha uns desavisados, que eram os alvos da pegadinha e o propósito da brincadeira. Um poeta roqueiro cujo nickname agora me escapa fez essa poesia relacionando guitarra e rio Tietê. So bayb... give more poetics.

otavio42 escreveu:
e o UNIVERSO? ainda tem aquele fotolog? como você pode ver, bateu-me um certo saudosismo. tem um site http://cersibon.blogspot.com/ que usa todas essas piadinhas, inclusive a do GIVE MORE POETICS... esse site é de alguém conhecido?

otavio42 escreveu:
ps: você está tão bonito nessa foto.

sigaaquelecarro escreveu:
Não sei se ainda tem, mas acho que era /universso, como na frase original. Era uma mensagem de quit de um usuário do #filosofia; um dos antros onde mais nos divertíamos, eu, Ictus e o dono do Cersibon, Rafaínho. P.S.: hahahaha ceito

lunedì, giugno 09, 2008

A Poesia na era da Internet

Bayb give more poetics diz:
obrigado por manter minhas noites sorridentes com nicknames de qualidade.
Oscarito Wilde diz:
HAHAHA
Oscarito Wilde diz:
ops
Oscarito Wilde diz:
hahaha*
Oscarito Wilde diz:
eu antes escrevia literatura =~
Bayb give more poetics diz:
nah, isso é para perdedores
Oscarito Wilde diz:
fui reduzido a um autor de nicks
Bayb give more poetics diz:
hahahha
Oscarito Wilde diz:
pois eh
Oscarito Wilde diz:
agora preciso saber como ganhar dinheiro com isso de nicks

sabato, maggio 17, 2008

Rainha de maio
Valeu o teu pique
Apenas para chover
No meu piquenique
Assim meus sapatos
cobertos de barro
agora já não dá mais...


Só HOJE pensei na relação dessa música com 68, hehe.
Antes a relação mais profunda que eu fazia, não contem pra ninguém, QUE CONSTRANGEDOR, era com "mês das noivas".

Sério, esse é nosso segredinho, ok?

venerdì, febbraio 01, 2008

Widgets & Widgets

Na tradução do Michaelis Moderno:
• n coisa, coisinha: qualquer objeto cujo nome é desconhecido.

Na tradução da Editora Abril para o gibi Excalibur,


"Microportal".

Já na Last FM,


é esse negocinho no qual você pode ouvir uma rádio baseada no EXCELENTE repertório musical que ouço em casa. Eventuais Britneys e Michael Jacksons são culpa da minha irmã, mas é fácil pular.

(Quando essa postagem ficar velha, você vai notar que o widget da last.fm também existe na coluna lateral, junto dos links e etc.)

martedì, luglio 03, 2007

Pro próximo que me perguntar "o que você faz?" responderei que sou um gênio incompreendido

"É dever dos adultos acreditar e proteger as crianças."
Se eu me contentasse em ouvir minha música naquelas caixinhas, tão pequenas, estaria tudo bem. Eu não ia aprender aquelas percussões tão bonitas; eu não ia me apaixonar por esses contra baixos; eu jamais ouviria tantas vozes. Mas, pela música alta, paga se um preço.
O chiado.
Quanto mais música, mais chiado. E eu quero mais música, pra parar de ouvir o chiado. Forço o volume mais um pouco, por alguns momentos as melodias são tudo que ouço - mas logo me acostumo, e lá está o chiado, cada vez mais forte, um barulho, ao fundo, um rio, um carro passando, um dia será uma metrópole inteira a me engolir. Volume: mais, um pouco.
Uma crença infantil na alquimia: a lei da troca equivalente. Para cada ganho, uma perda de valor equivalente. Espera-se que o oposto também seja válido. Tanta crise há de resultar em genialidade: a grande vantagem de não se ter paz de espírito. Será que a imaginação é uma perda ou um ganho?
Há que se pensar nos nossos biógrafos*.

sabato, giugno 16, 2007

Mundo, menos Nelson, por favor, que assim ninguém aguenta! Daqui a pouco é mais um que tá estirado enforcado na sala com vestido de noiva ou qualquer coisa que o valha, chega, né? Obrigado pela atenção.

(BSC também agradece, pois nesse post sou porta voz de sua indignação)

martedì, maggio 29, 2007

Eu sempre acreditei, conceitualmente, na prova lógica de que Papai Noel existe. Mas só agora eu entendi quão profundamente ela funciona. E você, me diga, existe?

giovedì, maggio 24, 2007

Minha terapeuta me passou um livro

"Italo Calvino, com o nome para sempre na literatura universal, é um dos escritores mais polémicos da nossa contemporaneidade, tal se devendo por recorrer ao realismo filiado no século XVIII e ao fantástico que, de uma maneira ou de outra, se imiscui na nossa vida.
Se Numa Noite de Inverno um Viajante é uma das suas obras mais bem conseguidas: trata-se pura e simplesmente, de construir um romance a partir de inícios de romance...
Estamos, segundo E. Bloch (in L'uomo Giobbe, Roma, 1978) perante uma proposta de viver o ambíguo com o intuito de viver o transparente. Textualmente, segundo aquele autor: ((Numa realidade contestável, em que reine o injusto, está sempre subentendida a esperança na capacidade humana de "se libertar".))
Saliente-se ainda que se trata de uma obra de leitura obrigatória no ensino de Literatura Italiana em Portugal, dado que o esquema escritural de calvino, neste título, se adequa magistralmente à docência nos campos do realismo e do fantástico."


Por Deus, todas as contracapas em Portugal são assim?!

lunedì, maggio 14, 2007

Papa cala a boca e deixa (in)fiéis em paz

Ao final da tarde desta segunda feira, num ato inédito, o Papa Bento XVI ficou quieto e deixou em paz a crescente parcela da população que não está interessada no que ele tem a dizer. Amanhã, milhares de brasileiros respirarão aliviados ao verem suas bancas e ruas livres de manchetes a respeitos dos disparates conservadores do pontífice nazista. Esse blogueiro agradece.

lunedì, maggio 07, 2007

Uma droga, ou um doce, ou qualquer coisinha pequena que deixa a gente feliz

Eu sempre tentei guardar felicidade no bolso, as vezes levar um pouco na mochila, mas nunca deu muito certo. Outras horas, procurava lugares onde as pessoas estivessem contentes para respirar um pouco daquele mesmo ar, mas isso também é ineficaz. Ouvi alguma coisa sobre a alegria pingar de novo, daí saquei o fundamento do meu erro. Em seu estado natural, a felicidade é líquida, e não pode ser transportada em recipientes que não sejam herméticos e impermeáveis. Não flutua na atmosfera para ser captada.
Ela jorra de fontes e nos cobre inteiros, se derrama de maneira que as vezes cremos que nunca mais ficaremos sem ela. Uma pessoa molhada de alegria molha todas as outras a quem abraça. Mas aquilo que é líquido escorre para o ralo e evapora para o céu, e se deixamos a fonte ir para longe, de repente nos encontramos secos e solitários de novo, como se fôssemos deserto.
Mas uma gotinha, uma única gotinha, sempre parece que vai cair, do alto de uma pedra ou de uma nuvem no céu. E nos deixa ali esperando, meses esperando por alguns mililitros de felicidade, dos quais não temos o hábito de nos arrepender.

mercoledì, dicembre 06, 2006

Bomb the Rocks! e outras histórias.

A vontade de viver cresce e cresce muito quando você troca suas caixinhas de som por caixas de som com equalização própria. Você toma banho ouvindo roquenrou no último volume e pulando que nem um retardado, não fica devendo pra nenhum Singing in the Rain.

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"Pessoas que transam precisam de pós pago"

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Quando não há amor platônico e nem amor de pica, o que pode-se cultivar de sentimento saudável?

domenica, ottobre 29, 2006

Da Folha Online

"O principal incidente da votação aconteceu em Pernambuco, onde um eleitor sofreu um infrato e morreu logo após votar em uma seção em Recife. O cabelereiro Eraldo Martins Chaves, de 69 anos, havia acabado de deixar a cabine de votação quando se sentiu mal e caiu. Apesar de ter sido socorrido rapidamente, ele não resistiu e faleceu."

Esse aí morreu de desgosto. E não é sem motivo, entendo-o perfeitamente bem. Meu estômago ficou um pouco embrulhado depois que eu ouvi o barulhinho da confirmação...

lunedì, settembre 25, 2006

Vida vazia, blog cheio

Eu não quero nada. Portanto, eu quero tudo. Mas não adianta, porque assim, eu não vou conseguir qualquer coisa, e se conseguir, não vai me satisfazer, porque eu na verdade não queria. Não é complicado.


E essa história de ir procurar Lazlo Bane no soulseek me fez me sentir terrivelmente udigrúdi.
E eu achava que, porque a luzinha do iTunes sobre o equalizador tava acesa, ele já tava com os presets autoselecionados. Agora eu descobri que não, e coloquei o preset "small speakers" como o padrão - uma vez que minhas caixas de som são pequenas - o meu IDH pessoal quase que dobrou. E eu serei muito mais feliz.

"Olha, essa música TEM uma linha de baixo!"

mercoledì, settembre 20, 2006

Mimimi, ninguém comenta o meu blog.

(mas não é sobre isso)

No meu enterro, só não digam que vivi. Isso é segredo.

Estou à procura de um barbear mais rente.

Nessas horas a gente entende o poder do efeito placebo da música e porque existe até uma banda boa com esse nome. O problema do efeito placebo, é que quando a gente entende ele, não existe mais. Como os elétrons e os sentimentos.

Badmouth strikes again e Running up that hill e esses covers todos.

Eu vou ali fora tomar chuva e ser terrivelmente miserável e já volto.

Se você tiver o barbear mais rente para me oferecer, por favor entre em contato.

sabato, luglio 29, 2006

About who?

Alguém colocou isso no orkut e disse que é do Caio Fernando Abreu. Eu como um dos maiores leitores de citações a Caio Fernando Abreu na internet, achei bem compatível com o estilo do que já vi. Então deve ser do mesmo Caio que os outros trechos, seja esse o certo ou não.

"No Século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos."

Alguém também falou que tem paixão pelo estar sozinho. Acho todas as pessoas que apreciam a solidão um bando de lunáticos. Eu passei a maior parte do dia hoje dormindo sozinho. Dormir sozinho até que é legal, quando se sonha que se está em qualquer companhia que se queira sem culpa. Estou acordado sozinho tem umas quatro horas. O dia lá fora frio e cinza, como deveria ser, e nem isso me alegra. A noite lá fora me espera com pessoas adoradas em duas horas, como deveria ser, mas isso também não me dá meio sorriso. Nenhuma ressaca, nenhum arrependimento da noite anterior, como deveria ser, mas isso, como o resto, não me satisfaz.
Nascer e morrer são as duas únicas coisas que me contento em fazer só.

lunedì, luglio 17, 2006

O código da...

"Já a paráfrase quem fez foi o jornalista mineiro Leandro Müller, que acaba de lançar, pela editora Espaço e Tempo, seu O código Aleijadinho. A história é em tudo símile da de Brown, mas travestido à realidade tupiniquim. O crime original se passa na Igreja da Sé de Mariana (MG), a pintura reveladora é do artista que dá nome ao livro nacional, o serviço de inteligência é da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Da seita que tudo sabe, inclusive o segredo da vida eterna, participam Jesus, Buda e todos os profetas, mas também cada um dos nossos inconfidentes. Enfim, que ninguém lhe negue a criatividade."

extraído de matéria publicada na revista entrelivros.


Eu ia desfilar um monte de cinismos, mas creio que eles soariam previsíveis. Então, prevejam.