venerdì, settembre 29, 2006

lunedì, settembre 25, 2006

Vida vazia, blog cheio

Eu não quero nada. Portanto, eu quero tudo. Mas não adianta, porque assim, eu não vou conseguir qualquer coisa, e se conseguir, não vai me satisfazer, porque eu na verdade não queria. Não é complicado.


E essa história de ir procurar Lazlo Bane no soulseek me fez me sentir terrivelmente udigrúdi.
E eu achava que, porque a luzinha do iTunes sobre o equalizador tava acesa, ele já tava com os presets autoselecionados. Agora eu descobri que não, e coloquei o preset "small speakers" como o padrão - uma vez que minhas caixas de som são pequenas - o meu IDH pessoal quase que dobrou. E eu serei muito mais feliz.

"Olha, essa música TEM uma linha de baixo!"

giovedì, settembre 21, 2006

mercoledì, settembre 20, 2006

Mimimi, ninguém comenta o meu blog.

(mas não é sobre isso)

No meu enterro, só não digam que vivi. Isso é segredo.

Estou à procura de um barbear mais rente.

Nessas horas a gente entende o poder do efeito placebo da música e porque existe até uma banda boa com esse nome. O problema do efeito placebo, é que quando a gente entende ele, não existe mais. Como os elétrons e os sentimentos.

Badmouth strikes again e Running up that hill e esses covers todos.

Eu vou ali fora tomar chuva e ser terrivelmente miserável e já volto.

Se você tiver o barbear mais rente para me oferecer, por favor entre em contato.

lunedì, settembre 18, 2006

Irritações

...se você foi a um show para assitir o monitor da sua câmera digital ou pior, a telinha do seu celular, enquanto fotografa MAL os seus ídolos, devia pelo menos ter a gentileza de ficar no fundo e deixar quem quer de fato ver a banda e ouvir a música ir pra frente em paz.

...e se você me empurra pra fora do meu lugar bom para FICAR DE COSTAS PRO SHOW enquanto fotografa a própria fuça com uma das minhas bandas favoritas servindo de fundo, BOMBINHA EM BICO DE FOTOLOGER!

...mas, se um veterinário não castrar logo a gata aqui de casa, eu mesmo castro. Mesmo. Com uma faca de churrasco.

domenica, settembre 10, 2006

Eu posso falar de insegurança, que isso não importa.
Eu posso falar de pesos e responsabilidades, que isso não importa.
Eu posso falar de rejeição, que isso não importa.
Eu posso falar de infantilidade, que isso não importa.

Só importa se estamos vivos e qual é a chance de nos mantermos assim até o ano que vem.


O mundo está com cheiro de morte esses dias.

venerdì, settembre 08, 2006

Se uma pessoa chega aos noventa anos sorrindo e falando "quero fazer pelo menos cem!", já devia ser motivo o suficiente, não?

Mas não é.

martedì, agosto 29, 2006

interlúdio um

Eu tenho um conto gigante para terminar. Terminar a primeira versão, colocada aqui em capítulos, arrecadar críticas e refinar. Mas eu empaquei na cena de ação. É difícil pra caralho escrever cenas de ação. Poxa vida, MESMO, tá dureza.

Enquanto isso, eu roubo uma imagem e a inspiração que ela me trouxe do fotolog do Ber.
(www.fotolog.com/aw6)



Eu trabalhava aqui, sabe? Nos anos duros. Eu me esforçava. O que eu fazia aqui realmente podia melhorar a vida das pessoas. Era IMPORTANTE, saca? Do tipo de coisa que dá tesão fazer. Você devia ter visto. Eu trabalhava bastante. Eu via os sorrisos e trabalhava mais.

Deus, como fiquei feliz quando essa porra toda desabou.

lunedì, agosto 21, 2006

Então tá, tchau.

"Eu acho que o vovô está morrendo."

A minha família se esqueceu por uns dois dias de me contar da notícia. O velho está internado, entubado, com sonda, se alimentando por soro.
Nenhuma lágrima.

Em algum ponto da minha vida eu me importei mais com o meu avô do que com um estranho qualquer.

Eu me lembro de um dia pensar nele com carinho e amor. Eu era mais novo.

Hoje eu fiquei ali, debaixo da coberta, com minha mãe e minha irmã, pensando no meu avô. Não consegui lembrar de uma frase realmente bonita que tenha saído da boca dele. Nenhum momento de carinho genuíno. Não sei se suprimi alguma coisa nesse sentido, mas não encontrei em minha mente nenhum motivo para achar que o meu avô seja (tenha sido?) uma boa pessoa. Ainda assim, sei que um dia o amei.

O único avô de quem consigo me lembrar era o senhor resmungão, velho comerciante do interior. Era um homem sério, trabalhador, pequeno burguês, conservador, homofóbico e racista. Foi um dia firme e severo, mas já tem uma década que todos reagem aos seus bufos como aos suspiros de um homem gagá. Era patético, e, confesso, um pouco engraçado.

Criou os filhos para serem pessoas ainda piores do que ele. Um ou dois quase conseguiram escapar, não se saíram tão mal. Tem espíritos mais gentis, certamente. Pena que enlouqueceram no processo. Um desses é o meu pai. Eu dormi na casa dele sábado, ele acordou cedo para ir para Taquaritinga, e não me contou a que ia. Parece que ele sabia que eu ia reagir desse jeito.

Amor de família é uma bosta. Quer dizer, eu admiro a minha mãe enquanto ser humano. Eu prefiro a minha irmã a qualquer pessoa no mundo inteiro. Porque elas são boas pessoas. Porque elas merecem. Claro que, se eu não as conhecesse tão de perto, não vivesse com elas, provavelmente nunca ia saber. Mas se eu não conhecesse meu avô tão de perto, eu provavelmente não ia saber o quanto ele representa muito daquilo que desprezo.
Eu me lembro de um dia o ter amado.

Qualquer dia desses eu vou sumir e ir pro interior, pro enterro. Se eu chorar, o mais provável é que seja por minha vó. Ela é uma senhora preconceituosa, conservadora, ingênua. Ela é uma mãe italiana opressora que apazígua as chamas da família entupindo-as de creme. Mas nela, encontrei algo que admiro. Ela ficará sozinha. Ela não viverá mais muito tempo também, eu sei. Eu já senti a morte nela também. Os outros não. Muito preocupados com o patriarca. Ela está definhando. Viveu forte esses anos apenas para protegê-lo. A não ser que se liberte na ocasião do funeral, deve morrer nos próximos cinco anos, por simples falta do que fazer.

Talvez vendo o caixão ali daqui alguns dias eu ache tudo diferente. Mas na verdade, nesse momento, o que sei é que não me importo.
Mas quando criança, por algum motivo, eu o amava.