domenica, giugno 22, 2008

Essa Noite

Sonhei que tinha que transformar um livro num filme. Era uma complexa trama política onde os diversos personagens misturavam intrigas pessoais e culturais para reger a Índia, que era tipo um país latino-americano que guerreava contra os estados unidos, mas também era a produção do documentário no Maranhão com o qual tenho trabalhado.

Um dos personagens era um membro do governo que herdava a missão da Morte, que tinha morrido ela mesma. Eu entrei nesse personagem, fiquei mais branco, velho e careca,e ouvia permanentemente uma música pós-contempôranea e irritante dizendo quem ia morrer que eu tinha que ir buscar.

Foi very, very, creepy.

A Maria vai morrer, mor-re-er, e a Priscila vai se foder, o Paulo já era e Jesus, Jesus, Jesus vai morrer! Jesus vai morrer!

Era algo assim, e terminava em Jesus mesmo.

Depois tinha dançarinas de can can e soldados e todo mundo trepava com todo o mundo, então era o fim da novela da globo e eu corria ladeira a baixo mãos dadas com a Patrícia Pillar, contando dos erros de continuidade.

mercoledì, giugno 18, 2008

Epifania de Hoje

Minha vocação, minha vocação mesmo, acho que não é nem para escrever, nem para fazer filmes, nem para fazer música nem nada disso. É uma ânsia por simplesmente dizer as coisas, apenas dizer. Seja pessoalmente, seja pelo telefone, seja pela internet, etcetera. Tenho uma ânsia, uma pulsão por dizer. Em termos brutos, apenas isso; de resto, eu sou a minha própria mídia.

lunedì, giugno 16, 2008

Um Deus ex Machina, para viagem, por favor

A Dialética do Abandono é aquilo que toda criança experimenta quando se perde dos pais. Num estado de fragilidade total, se reconhece o gozo da esperança plena a partir do momento em que tudo pode ser a sua salvação - qualquer pessoa, qualquer lugar, qualquer acontecimento. Deixados na praia, esperamos um milagre guardado em cada onda do mar.

É da primeira vez que uma criança fica só contra o mar que ela volta para casa gostando de sal, de comida salgada. Antes disso o paladar só reconhece o doce, não sabe apurar a ausência, a maravilha que é encontrar algo que lhe provoque sede.

Toda a raiva que a criança começa a sentir, então; do pai, da mãe, dos desconhecidos que não o acolhem e, finalmente, dos que lhe acolhem, é uma forma travestida de felicidade. Uma declaração do Eu. Fui deixado sozinho? Pois bem, pela primeira vez, existo por mim mesmo.

Mas sabemos que não é verdade. Nós não existimos, companheiros, e é isso que me instiga.
Meus neurotransmissores estão tentando me matar atropelado

giovedì, giugno 12, 2008

Nunca se esqueça dos gigantes. Quando olhar para longe e o mar puder nos devorar a todos de uma dentada, pense em como, para eles, nosso universo é tão pequeno.

lunedì, giugno 09, 2008

A Poesia na era da Internet

Bayb give more poetics diz:
obrigado por manter minhas noites sorridentes com nicknames de qualidade.
Oscarito Wilde diz:
HAHAHA
Oscarito Wilde diz:
ops
Oscarito Wilde diz:
hahaha*
Oscarito Wilde diz:
eu antes escrevia literatura =~
Bayb give more poetics diz:
nah, isso é para perdedores
Oscarito Wilde diz:
fui reduzido a um autor de nicks
Bayb give more poetics diz:
hahahha
Oscarito Wilde diz:
pois eh
Oscarito Wilde diz:
agora preciso saber como ganhar dinheiro com isso de nicks

sabato, giugno 07, 2008

Ele.

Tentamos ensiná-lo comedimento, mas move-se sempre como uma serpente ao bote.

mercoledì, giugno 04, 2008

A única música do Sigur Rós à qual me apeguei se chama Olsen Olsen.

Na página de rosto do "Canibais e Cristãos" que não li, estava escrito "from: ôrjan olsén - to: órjan olsén"

O amigo adolescente do Super Homem se chama Jimmy Olsen.

venerdì, maggio 30, 2008

Tenho vontade de escrever uma história onde seja preciso conhecer bem o interior dos personagens para entender os conflitos e a trama.

Por exemplo: o cara sempre vai ao analista dizer que se sente deslocado e, no fim, descobre que veio de outro planeta.