lunedì, settembre 18, 2006

Irritações

...se você foi a um show para assitir o monitor da sua câmera digital ou pior, a telinha do seu celular, enquanto fotografa MAL os seus ídolos, devia pelo menos ter a gentileza de ficar no fundo e deixar quem quer de fato ver a banda e ouvir a música ir pra frente em paz.

...e se você me empurra pra fora do meu lugar bom para FICAR DE COSTAS PRO SHOW enquanto fotografa a própria fuça com uma das minhas bandas favoritas servindo de fundo, BOMBINHA EM BICO DE FOTOLOGER!

...mas, se um veterinário não castrar logo a gata aqui de casa, eu mesmo castro. Mesmo. Com uma faca de churrasco.

domenica, settembre 10, 2006

Eu posso falar de insegurança, que isso não importa.
Eu posso falar de pesos e responsabilidades, que isso não importa.
Eu posso falar de rejeição, que isso não importa.
Eu posso falar de infantilidade, que isso não importa.

Só importa se estamos vivos e qual é a chance de nos mantermos assim até o ano que vem.


O mundo está com cheiro de morte esses dias.

venerdì, settembre 08, 2006

Se uma pessoa chega aos noventa anos sorrindo e falando "quero fazer pelo menos cem!", já devia ser motivo o suficiente, não?

Mas não é.

martedì, agosto 29, 2006

interlúdio um

Eu tenho um conto gigante para terminar. Terminar a primeira versão, colocada aqui em capítulos, arrecadar críticas e refinar. Mas eu empaquei na cena de ação. É difícil pra caralho escrever cenas de ação. Poxa vida, MESMO, tá dureza.

Enquanto isso, eu roubo uma imagem e a inspiração que ela me trouxe do fotolog do Ber.
(www.fotolog.com/aw6)



Eu trabalhava aqui, sabe? Nos anos duros. Eu me esforçava. O que eu fazia aqui realmente podia melhorar a vida das pessoas. Era IMPORTANTE, saca? Do tipo de coisa que dá tesão fazer. Você devia ter visto. Eu trabalhava bastante. Eu via os sorrisos e trabalhava mais.

Deus, como fiquei feliz quando essa porra toda desabou.

lunedì, agosto 21, 2006

Então tá, tchau.

"Eu acho que o vovô está morrendo."

A minha família se esqueceu por uns dois dias de me contar da notícia. O velho está internado, entubado, com sonda, se alimentando por soro.
Nenhuma lágrima.

Em algum ponto da minha vida eu me importei mais com o meu avô do que com um estranho qualquer.

Eu me lembro de um dia pensar nele com carinho e amor. Eu era mais novo.

Hoje eu fiquei ali, debaixo da coberta, com minha mãe e minha irmã, pensando no meu avô. Não consegui lembrar de uma frase realmente bonita que tenha saído da boca dele. Nenhum momento de carinho genuíno. Não sei se suprimi alguma coisa nesse sentido, mas não encontrei em minha mente nenhum motivo para achar que o meu avô seja (tenha sido?) uma boa pessoa. Ainda assim, sei que um dia o amei.

O único avô de quem consigo me lembrar era o senhor resmungão, velho comerciante do interior. Era um homem sério, trabalhador, pequeno burguês, conservador, homofóbico e racista. Foi um dia firme e severo, mas já tem uma década que todos reagem aos seus bufos como aos suspiros de um homem gagá. Era patético, e, confesso, um pouco engraçado.

Criou os filhos para serem pessoas ainda piores do que ele. Um ou dois quase conseguiram escapar, não se saíram tão mal. Tem espíritos mais gentis, certamente. Pena que enlouqueceram no processo. Um desses é o meu pai. Eu dormi na casa dele sábado, ele acordou cedo para ir para Taquaritinga, e não me contou a que ia. Parece que ele sabia que eu ia reagir desse jeito.

Amor de família é uma bosta. Quer dizer, eu admiro a minha mãe enquanto ser humano. Eu prefiro a minha irmã a qualquer pessoa no mundo inteiro. Porque elas são boas pessoas. Porque elas merecem. Claro que, se eu não as conhecesse tão de perto, não vivesse com elas, provavelmente nunca ia saber. Mas se eu não conhecesse meu avô tão de perto, eu provavelmente não ia saber o quanto ele representa muito daquilo que desprezo.
Eu me lembro de um dia o ter amado.

Qualquer dia desses eu vou sumir e ir pro interior, pro enterro. Se eu chorar, o mais provável é que seja por minha vó. Ela é uma senhora preconceituosa, conservadora, ingênua. Ela é uma mãe italiana opressora que apazígua as chamas da família entupindo-as de creme. Mas nela, encontrei algo que admiro. Ela ficará sozinha. Ela não viverá mais muito tempo também, eu sei. Eu já senti a morte nela também. Os outros não. Muito preocupados com o patriarca. Ela está definhando. Viveu forte esses anos apenas para protegê-lo. A não ser que se liberte na ocasião do funeral, deve morrer nos próximos cinco anos, por simples falta do que fazer.

Talvez vendo o caixão ali daqui alguns dias eu ache tudo diferente. Mas na verdade, nesse momento, o que sei é que não me importo.
Mas quando criança, por algum motivo, eu o amava.

sabato, luglio 29, 2006

About who?

Alguém colocou isso no orkut e disse que é do Caio Fernando Abreu. Eu como um dos maiores leitores de citações a Caio Fernando Abreu na internet, achei bem compatível com o estilo do que já vi. Então deve ser do mesmo Caio que os outros trechos, seja esse o certo ou não.

"No Século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos."

Alguém também falou que tem paixão pelo estar sozinho. Acho todas as pessoas que apreciam a solidão um bando de lunáticos. Eu passei a maior parte do dia hoje dormindo sozinho. Dormir sozinho até que é legal, quando se sonha que se está em qualquer companhia que se queira sem culpa. Estou acordado sozinho tem umas quatro horas. O dia lá fora frio e cinza, como deveria ser, e nem isso me alegra. A noite lá fora me espera com pessoas adoradas em duas horas, como deveria ser, mas isso também não me dá meio sorriso. Nenhuma ressaca, nenhum arrependimento da noite anterior, como deveria ser, mas isso, como o resto, não me satisfaz.
Nascer e morrer são as duas únicas coisas que me contento em fazer só.

sabato, luglio 22, 2006

O problema...

...da distância é que ela nos impede de chegar onde gostaríamos.
...da proximidade é que ela faz nossos espinhos se entrelaçarem.
...da beleza é que ela é muito facilmente quantificável.
...da feiura é que ela as vezes é imensurável.
...da putaria é que ela não satisfaz.
...da castidade é que ela não satisfaz.
...da companhia é que as pessoas são problemáticas.
...da solidão é que EU sou problemático.

Decidi que estou num estado de espírito desagradável que precisa ser resolvido de qualquer maneira.

lunedì, luglio 17, 2006

O código da...

"Já a paráfrase quem fez foi o jornalista mineiro Leandro Müller, que acaba de lançar, pela editora Espaço e Tempo, seu O código Aleijadinho. A história é em tudo símile da de Brown, mas travestido à realidade tupiniquim. O crime original se passa na Igreja da Sé de Mariana (MG), a pintura reveladora é do artista que dá nome ao livro nacional, o serviço de inteligência é da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Da seita que tudo sabe, inclusive o segredo da vida eterna, participam Jesus, Buda e todos os profetas, mas também cada um dos nossos inconfidentes. Enfim, que ninguém lhe negue a criatividade."

extraído de matéria publicada na revista entrelivros.


Eu ia desfilar um monte de cinismos, mas creio que eles soariam previsíveis. Então, prevejam.

domenica, luglio 16, 2006

Novo Glossário Freakout

M.O.S.I. (ou 'mosi')
Sigla para 'Método de Obtenção de Sexo Indie', o protocolo de ações necessárias para se pegar um(a) indie na balada. Também pode ser usado informalmente como apelido para os(as) indies desejados(as).
Ex: "Eu não tenho paciência mais para M.O.S.I, vou virar do pagode."; "Todos os meus mosis saíram da pista, vambora!"

R.A.N. (ou ran)
Ritual de acasalamento nerd. Tem aplicações semelhantes ao mosi, mas vale lembrar que os protocolos são ainda mais obscuros e complicados.

DidGéia: feminino de DidGêi.

mercoledì, luglio 12, 2006